Trigo fecha em alta em Chicago com mercado atento ao plantio no Rio Grande do Sul

Publicado em 09/06/2026 17:31
Contratos registram ganhos moderados nesta terça-feira (9), enquanto produtores gaúchos avançam na semeadura da safra 2026 sob expectativa de redução de área

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Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta terça-feira (9) em campo misto na Bolsa de Chicago (CBOT), com o vencimento de maior liquidez registrando leve valorização.

No fechamento, os contratos registraram os seguintes valores:

Julho/26: US$ 5,85 por bushel, alta de 20 pontos;
Setembro/26: US$ 5,96 por bushel, ganho de 10 pontos;
Dezembro/26: US$ 6,14 por bushel, valorização de 4 pontos.

No mercado, os investidores seguem acompanhando o desenvolvimento das lavouras no Hemisfério Norte e as condições de oferta global. No Brasil, o foco permanece sobre o andamento da semeadura da safra de inverno, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do cereal.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, o plantio do trigo avança gradualmente no estado, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e as condições de umidade do solo. O ritmo das operações varia entre as regiões em função de períodos alternados de excesso de umidade e déficit hídrico.

As áreas semeadas dentro da janela recomendada apresentam emergência satisfatória, estandes adequados e bom desenvolvimento vegetativo. Apesar disso, a expectativa é de redução da área cultivada na safra 2026. Entre os principais fatores apontados estão os elevados custos de produção, as dificuldades de acesso ao crédito e ao seguro rural e o aumento da percepção de risco climático para as culturas de inverno.

Na safra passada, o Rio Grande do Sul cultivou 1,16 milhão de hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 quilos por hectare e produção total de 3,46 milhões de toneladas, segundo dados do IBGE.

Em regiões como Bagé, Ijuí, Santa Rosa e Soledade, a semeadura já alcança entre 5% e 25% da área prevista, com lavouras apresentando bom potencial de estabelecimento. No entanto, produtores também relatam redução na procura por sementes certificadas e crédito de custeio, o que tem ampliado o uso de sementes salvas nas propriedades.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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