Trigo recua em Chicago nesta terça-feira (26), mas mercado brasileiro segue atento à oferta restrita
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O mercado do trigo iniciou a terça-feira (26) em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo movimentações técnicas e realização de lucros após os avanços recentes registrados no mercado internacional. Apesar da pressão externa, o cenário brasileiro continua sendo de sustentação nos preços, principalmente pela oferta restrita no mercado doméstico.
Por volta das 9h, no horário de Brasília, o contrato julho/26 era negociado a 639,0 centavos de dólar por bushel, com baixa de 72 pontos. O setembro/26 valia 652,6 centavos por bushel, recuo de 64 pontos, enquanto o dezembro/26 era cotado a 672,6 centavos por bushel, queda de 62 pontos.
Segundo pesquisadores do Cepea, os preços do trigo seguem firmes no Brasil devido à baixa disponibilidade do cereal no mercado interno e à cautela dos vendedores. O Centro de Estudos destaca ainda que agentes acompanham com atenção o clima no Sul do país, especialmente no Paraná e no Rio Grande do Sul, regiões estratégicas para o desenvolvimento da nova safra.
Ainda conforme o Cepea, compradores seguem priorizando o trigo nacional, diante das dificuldades relacionadas à qualidade do produto importado da Argentina. Esse movimento mantém a sustentação dos preços mesmo em dias de queda nas bolsas internacionais.
O mercado também monitora o avanço da semeadura no Sul do Brasil e as condições climáticas nas principais regiões produtoras globais. Em Chicago, operadores acompanham previsões de melhora nas lavouras norte-americanas, fator que contribui para a pressão negativa sobre os contratos futuros nesta manhã.
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