Trigo recua em Chicago, mas cenário no Brasil e Argentina mantém alerta no mercado
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O mercado do trigo encerrou esta quarta-feira (22) em baixa na Chicago Board of Trade (CBOT), refletindo um movimento de ajuste nas cotações internacionais, mesmo diante de fundamentos que ainda sustentam preocupação com a oferta, especialmente na América do Sul.
No fechamento, o contrato maio/26 foi cotado a US$ 5,99/bu, com baixa de 56 pontos. O julho/26 encerrou a US$ 6,07/bu, registrando recuo de 56 pontos, enquanto o setembro/26 fechou a US$ 6,20/bu, com queda de 52 pontos.
A pressão negativa no mercado internacional está ligada a um cenário de oferta global ainda considerada confortável, além de movimentos técnicos de realização de lucros após as altas recentes. Esse tipo de ajuste é comum em momentos de maior volatilidade e acaba limitando avanços mais consistentes nas cotações.
Apesar disso, o mercado segue atento aos fundamentos de médio prazo, principalmente na América do Sul. Na Argentina, importante fornecedora de trigo para o Brasil, a expectativa é de redução de área plantada para a safra 2026/27, influenciada pelos altos custos com fertilizantes, segundo estimativas de mercado. Esse fator pode impactar diretamente a oferta futura e já entra no radar dos agentes.
No Brasil, o cenário continua sendo de sustentação dos preços. A perspectiva de uma produção menor em 2026, possivelmente a mais baixa dos últimos anos, mantém o mercado firme, com oferta mais restrita e demanda ativa por parte dos moinhos.
Esse ambiente reforça a cautela nas negociações. Mesmo com a queda em Chicago, os preços internos tendem a encontrar suporte nos fundamentos domésticos, especialmente diante da necessidade de reposição de estoques e da dependência de importações.
O momento exige atenção redobrada. A pressão externa pode trazer volatilidade no curto prazo, mas os fatores internos e regionais seguem apontando para um mercado mais ajustado, o que pode sustentar oportunidades ao longo do ciclo de comercialização.
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