Trigo recua em Chicago, mas segue sustentado por oferta global restrita
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O mercado internacional de trigo encerrou o pregão desta quinta-feira (17), em queda na Bolsa de Chicago, com ajustes técnicos após recentes valorizações. Apesar do recuo, o cenário global ainda é de sustentação nos preços, o que mantém o alerta ligado para o produtor rural brasileiro.
No fechamento, o contrato de maio de 2026 foi cotado a US$ 5,91 por bushel, com recuo de 72 pontos. O vencimento julho de 2026 fechou a US$ 5,99 por bushel, também com baixa de 72 pontos. Para setembro de 2026, o contrato encerrou a US$ 6,11 por bushel, registrando queda de 64 pontos.
O movimento negativo do dia está ligado principalmente à realização de lucros por parte dos investidores, após sessões consecutivas de alta. Esse tipo de ajuste é comum em mercados futuros e não altera, neste momento, os fundamentos mais amplos da commodity.
Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, o viés do mercado ainda é altista no médio prazo, sustentado por uma oferta global mais apertada e pela forte dependência de importação por países consumidores. Elcio destaca que problemas climáticos em regiões produtoras e limitações na expansão da área seguem no radar.
Para o Brasil, o cenário continua sensível. O país depende de importações, principalmente da Argentina, e qualquer oscilação em Chicago impacta diretamente a formação de preços internos. Mesmo com a queda desta sessão, o nível de preços ainda é considerado elevado.
Outro fator determinante é o câmbio. A valorização do dólar pode anular eventuais quedas externas, mantendo os custos altos para moinhos e pressionando toda a cadeia.
No campo, o produtor brasileiro precisa manter uma estratégia equilibrada. O momento pede atenção tanto às oportunidades de fixação de preços quanto aos riscos associados ao cenário internacional, que segue volátil.
O fechamento desta quinta-feira mostra que, embora o mercado tenha recuado no curto prazo, os fundamentos seguem firmes. Para o produtor rural, acompanhar Chicago continua sendo peça-chave para decisões mais assertivas na comercialização do trigo.
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