Trigo sobe em Chicago e reacende alerta para custo de importação no Brasil; veja o fechamento
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O mercado internacional do trigo encerrou o dia 14 de abril com alta nas cotações em Chicago, movimento que volta a chamar a atenção do produtor brasileiro diante da dependência de importações e da oferta ainda limitada no mercado interno. A valorização ocorreu em meio à avaliação dos fundamentos globais e à sustentação dos preços domésticos.
O contrato maio 2026 fechou a US$ 5,92 por bushel, com alta de 9 pontos. O vencimento julho 2026 encerrou a sessão a US$ 6,01 por bushel, com avanço de 10 pontos. Já o contrato setembro 2026 terminou cotado a US$ 6,13 por bushel, também com ganho de 10 pontos.
No Brasil, o suporte aos preços segue relacionado à oferta restrita e à demanda ativa. De acordo com o Cepea, compradores continuam atuando para recomposição de estoques, cenário que mantém as cotações firmes no mercado doméstico, mesmo com oscilações no exterior.
No cenário internacional, o mercado também repercute a revisão para baixo da safra da Ucrânia. Apesar do corte, a produção ainda pode ser a maior desde 2022, conforme reportado pelo Notícias Agrícolas. A redução, porém, diminui a percepção de ampla disponibilidade global e contribui para o viés positivo das cotações.
Para o produtor brasileiro, o fechamento em alta reforça um ambiente de atenção. Com oferta interna ainda limitada e necessidade de importação para complementar o abastecimento, movimentos positivos em Chicago tendem a influenciar diretamente a formação dos preços no país. Ao mesmo tempo, a demanda ativa observada no mercado doméstico mantém o suporte, especialmente em regiões consumidoras.
O cenário segue dependente da evolução da oferta global e do ritmo de comercialização no Brasil, fatores que continuam determinantes para as decisões de venda e compra ao longo da safra.
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