Trigo abre em leve alta na CBOT nesta segunda-feira (2)
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O mercado do trigo iniciou a sessão desta segunda-feira (2) em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT), com os vencimentos registrando cotações mistas no início das negociações.
Na abertura, o contrato março/26 foi cotado a US$ 5,96/bu, com avanço de 46 pontos, o que representa alta de aproximadamente 0,78% em relação à última cotação. O vencimento maio/26 iniciou a US$ 5,91/bu, sem variação, mantendo estabilidade. Já o contrato julho/26 deu início às negociações a US$ 5,98/bu, com desvalorização de 2 pontos, o que representa recuo de cerca de 0,03%.
O mercado opera com cautela após a elevação das tensões entre Irã e Estados Unidos ao longo do fim de semana, movimento que gerou volatilidade nos mercados globais, especialmente no petróleo. A região do Oriente Médio é estratégica para o abastecimento energético mundial, e qualquer risco de escalada militar tende a impactar diretamente os preços do petróleo, o que influencia o complexo de commodities como um todo, incluindo os grãos.
A alta do petróleo costuma afetar custos logísticos e a percepção de risco inflacionário global, além de estimular movimentos especulativos por parte de fundos de investimento. Nesse ambiente, o trigo acaba acompanhando parte do movimento das demais commodities, ainda que seus fundamentos específicos de oferta e demanda continuem sendo determinantes para a formação de preços.
O mercado também segue monitorando o cenário no Mar Negro, região central para o comércio global do cereal, além das condições climáticas nas Planícies dos Estados Unidos, onde o trigo de inverno entra em fases importantes de desenvolvimento. A combinação entre fatores geopolíticos e clima mantém os agentes atentos e pode gerar maior volatilidade ao longo do dia.
No mercado interno, segundo os dados do Cepea, o trigo registra valorização de 0,23% no Paraná, com a tonelada cotada a R$ 1.178,08. No Rio Grande do Sul, a alta é de 1,01%, com o produto negociado a R$ 1.098,73 por tonelada. Os valores refletem a movimentação regional da oferta e da demanda, além da influência do cenário internacional sobre a formação de preços no Brasil.
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