Trigo fecha 5ª com mais de 2% na Bolsa de Chicago com redução de área dedicada ao soft de inverno nos EUA
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Os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportados nesta quinta-feira (28) foram bem recebidos pelo mercado do trigo na Bolsa de Chicago e os futuros do cereal encerraram o dia subindo entre 10 e 14,50 pontos - mais de 2,5% - nas posições mais negociadas. Assim, o maio encerrou o dia com US$ 5,61 e o dezembro com US$ 6,13 por bushel.
O primeiro dado a servir como combustível importante para os preços foi a menor área estimada pelo departamento norte-americano para a safra 2024/25 dos Estados Unidos.
O departamento ainda apontou uma área de 19,22 milhões de hectares para o trigo 2024/25 dos Estados Unidos, 4% a menos do que na safra 2023/24. A média esperada pelo mercado era de 19,15 milhões. Em fevereiro, no Outlook Forum, o USDA projetou uma área de 19,02 milhões de hectares.
Apesar das altas intensas nesta última sessão da semana, o movimento não tem força suficiente para promover uma inversão de tendência para este mercado, segundo explica o analista da Safras & Mercado, Élcio Bento.
"É bem verdade que a safra de inverno, que é 70% praticamente da safra dos EUA, é uma safra que já está plantada. Então, estes são números que devem ser muito próximos da realidade", afirma Bento. E ele complementa ainda destacando que a área somente de trigo de inverno apontou uma baixa de 7% em relação à safra anterior. "E dentro da área de trigo de inverno, a principal queda foi de área de trigo soft de inverno. Então, a área do soft de inverno caiu muito, o soft de inverno é negociado em Chicago e com a estimativa de uma queda de quase 20% na área de soft de inverno justifica essa alta forte em Chicago".
O analista lembra ainda que o trigo hard, por exemplo, que é negociado na Bolsa de Kansas, subiu, mas subiu menos. "Assim, basicamente trata-se de uma queda de área nos EUA".
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