Trigo fecha em baixa após mínima de 21 meses em Chicago
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Por Cassandra Garrison
CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Os contratos futuros de grãos de Chicago fecharam entre estáveis e mais baixos nesta terça-feira, com o trigo atingindo uma mínima de 21 meses, uma vez que os mercados agrícolas foram pressionados pela incerteza da demanda e uma queda nas ações e no petróleo, disseram operadores.
O milho fechou praticamente estável, uma vez a commodity dos EUA sofre com o aumento da competição na exportação com o Brasil, melhor clima para plantações e a incerteza sobre a continuação de um acordo que permite as exportações da Ucrânia pelo Mar Negro.
A soja também foi pressionada pela notícia de que o Brasil estava embarcando soja para os Estados Unidos.
"Historicamente, ainda estamos em altos níveis de preços para muitos desses mercados e, se não tivermos notícias altistas durante o plantio e o desenvolvimento do cultivo, estaremos mais baixos", disse Craig Turner, da Daniels Trading.
O contrato de trigo mais ativo em Chicago fechou em baixa de 4 centavos, a 6,53 dólares o bushel, depois de atingir o nível mais baixo desde julho de 2021, a 6,425 dólares.
As chuvas esperadas para as áreas secas que cultivam o trigo dos EUA também pressionaram os preços.
O milho subiu 0,25 centavo de dólar, para 6,0775 dólares o bushel, e soja perdeu 18,50 centavos, para 14,175 dólares o bushel.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta terça-feira que o cenário relacionado ao acordo de exportações de grãos do Mar Negro é de um impasse, acrescentando que ainda há obstáculos bloqueando as exportações russas.
Enquanto isso, uma autoridade ucraniana disse que uma proposta da ONU para melhorar e estender o acordo só pode ter sucesso se a comunidade internacional pressionar coletivamente a Rússia.
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