Safra de trigo da Argentina pode ter nova baixa por geadas tardias, diz bolsa
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BUENOS AIRES (Reuters) - A estimativa de safra de trigo da Argentina na temporada 2022/23 pode ser reduzida novamente nas próximas semanas, já que os rendimentos ficam abaixo do esperado, informou a bolsa de grãos de Buenos Aires na quinta-feira.
As geadas tardias e uma seca histórica fizeram com que a bolsa reduzisse sua estimativa para a safra de trigo do país sul-americano para 12,4 milhões de toneladas, de uma previsão inicial de 20,5 milhões de toneladas no início da temporada.
A Argentina é um grande exportador mundial de trigo e o principal fornecedor do Brasil.
Os lotes colhidos no centro e sul da capital Buenos Aires “continuam mostrando variabilidade significativa e rendimentos médios abaixo dos inicialmente esperados como resultado das geadas tardias de outubro”, disse a bolsa de grãos em seu relatório semanal de safras.
“Se essa tendência continuar, a projeção de produção atual de 12,4 milhões de toneladas pode ser alterada novamente”, acrescentou.
Até quarta-feira, os produtores argentinos haviam colhido 91,4% dos 6,1 milhões de hectares plantados com o grão.
A seca também atrasou o plantio da safra de soja da Argentina, embora as chuvas recentes tenham ajudado pouco, disse a bolsa.
“Se não se registrarem novas chuvas que permitam destravar o avanço das plantadeiras, cerca de 500 mil hectares poderão ficar fora do atual ciclo produtivo”, afirmou. A atual área plantada com soja é estimada em 16,7 milhões de hectares.
A Argentina é o maior exportador mundial de farelo e óleo de soja, mas a semeadura do grão, atualmente 72,2% concluída, está 9,2 pontos percentuais atrasada em relação à safra anterior.
A bolsa também disse que os agricultores argentinos plantaram 62,9% dos 7,3 milhões de hectares vistos para a temporada de milho 2022/2023.
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