Trigo intensifica altas e sobe mais de 7% em Chicago, enquanto soja ameniza ganhos nesta 2ª
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Os futuros da soja continuam subindo na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (10), porém, amenizam um pouco os ganhos em relação aos registrados mais cedo - que se aproximavam de 30 pontos - e, por volta de 11h50 (horário de Brasília), eram de 9,50 a 11,75 pontos. Assim, os contratos mais negociados voltavam a operara abaixo dos US$ 14,00 por bushel, com exceção do maio/23, que tinha US$ 14,06. O novembro tinha US$ 13,78.
Na contramão, os futuros do trigo intensificam seus ganhos e, no mesmo momento, subiam mais de 60 pontos - mais de 7%, levando o dezembro a US$ 9,45 e o maio a US$ 9,63 por bushel. A escalada da guerra entre Rússia e Ucrânia durante o final de semana e que segue nesta segunda-feira dá espaço ao avanço intenso do grão.
Os ataques à ponte que liga a Crimeia à Rússia escalou as tensões e pode agravar ainda mais a situação já ruim do fluxo dos cereais russos, deixando a oferta ainda mais ajustada. Em resposta à explosão da ponte, tropas russas intensificam ataques à cidades ucranianas, além de de Vladimir Putin já ter falado em atos terroristas por parte da Ucrânia e garantido "respostas duras" ao país de Volodymir Zelensky.
Nesta segunda, a capital Kiev já registrou bombardeios.
"Através de suas ações, o regime de Kiev se colocou em pé de igualdade com os mais odiosos grupos terroristas internacionais. É simplesmente impossível deixar crimes desse tipo sem resposta", disse Putin, em discurso de abertura em uma reunião do Conselho de Segurança russo.
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Ao lado das notícias da guerra, a China volta do feriado da chamada Golden Week com força nos mercados de farelo de soja e suínos, ambos subindo intensamente na Bolsa de Dalian neste começo de semana.
Segundo informações apuradas pela Agrinvest Commodities, o farelo quase bateu no limite de alta na Bolsa de Dalian na retomada dos negócios após a Semana Dourada, registrando 5% de alta na máxima do dia, enquanto o suíno chegou a subir até 6%.
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Como explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest, o consumo de carne foi forte na nação asiática e os estoques de farelo continuam caindo. "A tendência só deve se intensificar. O lineup de soja nos EUA e na Argentina ainda estão baixos, o que me diz que as fábricas de rações na China terão que correr atrás das alternativas", diz, complemetando com a preocupação sobre a logística comprometida nos EUA em função do baixo nível do rio Mississippi.
Vanin alerta, por outro lado, sobre - mais uma vez - o crescimento do número de lockdowns na China em função do aumento dos casos de Covid-19. Foram quase 2 mil novos casos somente neste domingo (9).
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