Ciclone-bomba provoca tornado, ventos acima de 100 km/h e suspensão de aulas em estados do Sul e Sudeste
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A rápida intensificação do ciclone extratropical que atua sobre o Sul do Brasil já provoca impactos em diferentes regiões do país. Nesta sexta-feira (7), o sistema, que pode atingir a classificação de ciclone-bomba, causou tornado, temporais, queda de granizo, interrupções no transporte e suspensão de aulas em municípios do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
Os maiores danos foram registrados no Rio Grande do Sul, onde o fenômeno começou a ganhar força ainda na quinta-feira (6). Entre os municípios de Pedro Osório e Pelotas, um tornado associado a uma supercélula provocou destelhamentos, derrubou árvores e deixou moradores sem energia elétrica em diversos pontos da região.
A Defesa Civil gaúcha também registrou ocorrências de alagamentos e prejuízos em imóveis em cidades como Uruguaiana, Erechim, Caçapava do Sul e Chuí. Em outras áreas do estado, como Fazenda Vila Nova e Bom Retiro, a passagem das tempestades foi acompanhada por queda de granizo.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alertas para o Rio Grande do Sul diante da previsão de novos temporais, com rajadas que podem superar 90 km/h até o sábado (8), período em que o ciclone deve alcançar sua maior intensidade.
Ventania atinge litoral paulista
Os efeitos do ciclone não ficaram restritos à Região Sul. No litoral de São Paulo, os ventos ganharam força ao longo desta sexta-feira e provocaram transtornos em diferentes cidades.
Em Santos, rajadas chegaram a 109 km/h, segundo medições oficiais, afetando a operação do maior porto da América Latina. A navegação no canal do Porto de Santos chegou a ser suspensa durante a manhã por causa das condições adversas do mar e dos ventos, sendo retomada posteriormente com a melhora do tempo.
As fortes rajadas também interromperam temporariamente operações de balsas em travessias importantes, como Santos–Guarujá, Bertioga–Guarujá e Iguape–Juréia, medida adotada para preservar a segurança de passageiros e trabalhadores.
Além disso, houve registro de queda de árvores e postes em diferentes municípios do litoral paulista. Como medida preventiva, as prefeituras de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Bertioga e Itanhaém suspenderam as aulas da rede municipal nesta sexta-feira.
O Governo de São Paulo instalou um Gabinete de Crise para acompanhar a evolução do fenômeno, após alertas da Defesa Civil indicarem possibilidade de rajadas entre 90 km/h e 110 km/h no litoral até o sábado.
Rio de Janeiro também entra em alerta
No Rio de Janeiro, a influência do ciclone sobre o avanço da frente fria levou autoridades estaduais e municipais a adotarem medidas preventivas. Mais de dez municípios suspenderam as aulas nesta sexta-feira, incluindo a capital fluminense, onde as redes estadual e municipal interromperam as atividades presenciais.
A previsão indica que os ventos mais intensos devem atingir principalmente as regiões Serrana, Sul Fluminense e Costa Verde, com rajadas entre 91 km/h e 110 km/h. Na Região Metropolitana e em outras áreas do estado, os ventos podem variar de 71 km/h a 90 km/h ao longo do dia.
Frio avança após a passagem do sistema
Depois da atuação do ciclone e da frente fria, uma intensa massa de ar frio deve avançar pelo país. A expectativa é de queda acentuada das temperaturas no Sul a partir de domingo (9), com o frio se espalhando gradualmente para áreas do Centro-Oeste e do Sudeste no início da próxima semana.
Meteorologistas seguem monitorando a evolução do sistema, já que sua rápida intensificação sobre o oceano pode manter condições de tempo severo, especialmente com ventos fortes e mar agitado na faixa litorânea das regiões Sul e Sudeste.
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