Neymar, Ancelotti e a torcida de olho no céu: chuva pode virar protagonista em Brasil x Escócia
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O Brasil volta a campo nesta quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), para enfrentar a Escócia pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. A expectativa dos torcedores está dividida entre a atuação da equipe comandada por Carlo Ancelotti e a possível entrada de Neymar. Mas há um outro personagem que pode roubar a cena em Miami: o tempo.
Enquanto ainda não dá para prever o placar, a previsão meteorológica já indica que a Seleção terá um adversário extra nesta noite. Sites de meteorologia dos Estados Unidos apontam cerca de 30% de chance de chuva e trovoadas durante o horário da partida. Além disso, o calor deve marcar presença, com temperaturas próximas dos 30°C.
Em uma região conhecida pelas pancadas rápidas e intensas típicas do verão, a preocupação vai além do desconforto para quem estiver nas arquibancadas. O principal risco está na ocorrência de descargas elétricas próximas ao estádio.
Pelo protocolo meteorológico adotado nos Estados Unidos, qualquer registro de raios em um raio de até 13 quilômetros da arena obriga a paralisação imediata do jogo por 30 minutos. Se um novo raio for detectado durante esse período, a contagem recomeça do zero, podendo prolongar a interrupção por tempo indeterminado.
Para o meteorologista Bruno Bainy, do Cepagri/Unicamp, a medida é fundamental para garantir a segurança de atletas, equipes e torcedores.
"Se um raio acontecer no entorno de 13 quilômetros do estádio, o jogo é suspenso por causa do risco que esse raio pode oferecer. Existem vários relatos de jogadores que morreram porque um raio caiu no campo. Então, é algo importante a ser considerado", afirma o especialista.
Bainy destaca ainda que as trovoadas funcionam como um importante sistema natural de alerta.
"As trovoadas podem servir como uma ferramenta útil, como um alarme natural. Se as pessoas escutam uma trovoada, significa que existe uma tempestade nas proximidades. Isso já pode motivar alguém a procurar abrigo, esperar um pouco antes de sair ou adiar um deslocamento", explica.
A tempestade que entrou para a história
O alerta não é apenas uma hipótese. Nesta própria Copa do Mundo, a regra já precisou ser colocada em prática. Na última segunda-feira, a partida entre França e Noruega, disputada na Filadélfia, foi interrompida após um alerta de raios nas proximidades do Lincoln Financial Field.
O aviso apareceu nos telões do estádio justamente durante o intervalo, quando a França vencia por 1 a 0. O que parecia ser uma pausa rápida acabou entrando para a história. Com quase quatro horas entre o apito inicial e o encerramento, o confronto tornou-se o jogo mais longo em tempo corrido da história das Copas do Mundo, superando todos os registros anteriores de interrupções por condições climáticas.
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