Açúcar sobe em Nova Iorque nesta segunda-feira após forte queda na sexta

Mercado acompanha cenário de oferta global mais restrita, enquanto Bolsa de Londres permanece fechada pelo feriado de verão.
Publicado em 31/08/2026 12:09 | Atualizado em 31/08/2026 13:01
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O açúcar opera em alta nesta segunda-feira (31) na Bolsa de Nova Iorque, recuperando parte das perdas registradas no pregão anterior, enquanto o mercado segue atento às perspectivas de uma oferta global mais restrita. A Bolsa de Londres, por sua vez, permanece fechada devido ao feriado de verão no Reino Unido.

Por volta das 12h (horário de Brasília), o contrato de açúcar mundial com vencimento em outubro era negociado a 17,79 cents por libra-peso, alta de 23 pontos. Já o contrato março/27 avançava 20 pontos, cotado a 18,78 cents por libra-peso.

A alta ocorre após a forte queda registrada na sexta-feira (28), quando a desvalorização do real frente ao dólar aumentou o interesse dos produtores brasileiros em vender açúcar no mercado externo. 

Na sexta-feira, o real atingiu a menor cotação em duas semanas frente ao dólar. Como o açúcar é uma commodity negociada em dólar, uma moeda brasileira mais fraca tende a melhorar a remuneração dos produtores brasileiros em reais, podendo estimular a comercialização e pressionar as cotações internacionais.

Além do câmbio, o posicionamento dos fundos também permanece no radar. Dados semanais do Commitment of Traders (COT) mostraram que os fundos ampliaram em 2.830 contratos líquidos suas posições compradas em açúcar branco negociado em Londres na semana encerrada em 25 de agosto, para um recorde de 70.766 posições, o maior nível desde o início da série, em 2011.

Esse posicionamento elevado aumenta a possibilidade de realização de lucros e liquidação de posições caso o mercado volte a perder força.

Oferta global segue no radar

O mercado continua sustentado pelas perspectivas de uma oferta global mais apertada.

Os preços do açúcar acumularam forte valorização ao longo do último mês. Na semana passada, o açúcar de Nova Iorque atingiu a máxima em 16,5 meses, enquanto Londres alcançou a maior cotação em 17 meses.

Entre os fatores que reforçam as preocupações com a oferta está a estimativa do Observatório do Mercado de Açúcar da União Europeia, divulgada na quinta-feira (27), de que a produção do bloco em 2026/27 deverá cair 19%, para 13,4 milhões de toneladas.

No mesmo dia, a Green Pool Commodity Specialists projetou um déficit global de 3,2 milhões de toneladas para 2026/27. A consultoria também reduziu sua estimativa de superávit para 2025/26, de 4,93 milhões para 4,85 milhões de toneladas.

O mercado também acompanha as projeções de outras consultorias. A Covrig Analytics estima déficit de 300 mil toneladas em 2026/27, enquanto a StoneX prevê saldo negativo de 1,7 milhão de toneladas. Já a Czarnikow revisou sua projeção de um superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 100 mil toneladas.

Nesse cenário, os investidores avaliam de um lado o potencial de menor produção em importantes regiões produtoras e, de outro, fatores de curto prazo, como câmbio, petróleo e posicionamento dos fundos, que podem provocar oscilações nas cotações.


 

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