Açúcar avança nas bolsas internacionais e Nova Iorque supera 17 cents
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Os preços do açúcar operam em forte alta nesta terça-feira (18) nas bolsas internacionais, ampliando o movimento positivo registrado na sessão anterior. Em Nova Iorque, as cotações superam a marca de 17 cents por libra-peso, enquanto Londres também avança, em meio às perspectivas de uma oferta global mais restrita nas próximas safras.
Em Nova Iorque, por volta das 12h (horário de Brasília), o contrato de outubro era negociado a 17,41 cents por libra-peso, alta de 54 pontos. Já o contrato março/27 avançava 53 pontos, para 18,42 cents por libra-peso.
Em Londres, o contrato de outubro era comercializado a US$ 537,40 por tonelada, alta de 141 pontos. Já o contrato dezembro avançava 137 pontos, para US$ 532,80 por tonelada.
Mercado amplia ganhos
Na véspera, os preços do açúcar fecharam em forte alta nas bolsas internacionais, ampliando a valorização acumulada ao longo de agosto.
Em Londres, o açúcar branco atingiu a maior cotação em 16 meses, enquanto Nova Iorque também renovou máximas recentes.
O movimento continua sendo sustentado principalmente pelas perspectivas de redução da oferta mundial de açúcar e pela possibilidade de déficit nas próximas safras.
Déficit global sustenta as cotações
Entre as estimativas que vêm dando suporte ao mercado está a da Covrig Analytics, que passou a projetar um déficit global de 300 mil toneladas na safra 2026/27, revertendo a previsão anterior de superávit de 100 mil toneladas.
A Green Pool Commodity Specialists também ampliou sua estimativa de déficit para 3,3 milhões de toneladas, ante 1,76 milhão de toneladas projetados anteriormente. Já a StoneX elevou sua previsão para 1,7 milhão de toneladas, acima dos 550 mil toneladas estimados em maio.
A Czarnikow também revisou seu balanço para 2026/27, passando de uma previsão de superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 100 mil toneladas.
Perspectiva para 2027/28 também é de déficit
O cenário de oferta mais apertada também aparece nas projeções para a safra seguinte. Na última sexta-feira, a Czarnikow estimou um déficit global de 2,9 milhões de toneladas de açúcar em 2027/28.
A empresa prevê queda de 0,7% na produção mundial, para 177 milhões de toneladas, diante principalmente da redução no plantio de cana-de-açúcar e beterraba e dos impactos climáticos em importantes regiões produtoras.
A perspectiva de menor disponibilidade da commodity nas próximas temporadas mantém os compradores atentos e contribui para sustentar a trajetória de alta das cotações internacionais.
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