Açúcar dispara nas bolsas com queda da produção brasileira e menor oferta global
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Os preços do açúcar encerraram a quinta-feira (6) em forte alta nas principais bolsas internacionais, impulsionados pela queda na produção brasileira e pela perspectiva de uma oferta global mais restrita na safra 2026/27. O açúcar negociado em Nova Iorque atingiu a maior cotação em mais de quatro meses, enquanto o mercado em Londres registrou o maior nível em um mês.
Na Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US), o contrato outubro do açúcar bruto fechou cotado a 15,47 cents de dólar por libra-peso, alta de 42 pontos. Em Londres (ICE Europe), o contrato outubro do açúcar branco encerrou a sessão a US$ 486,90 por tonelada, avanço de 100 pontos.
O principal fator de suporte para as cotações foi a redução da produção brasileira. Dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) mostraram que a fabricação de açúcar no Centro-Sul caiu 26,3% em junho, para 3,90 milhões de toneladas, na comparação com o mesmo período da safra anterior.
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O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar, e a menor oferta da principal região produtora reforçou as preocupações do mercado com a disponibilidade da commodity.
Produção menor no Centro-Sul
Segundo a UNICA, as usinas do Centro-Sul processaram 69,79 milhões de toneladas de cana em junho, queda de 14,5% frente às 81,62 milhões de toneladas registradas no mesmo mês da safra 2025/26.
No acumulado da safra 2026/27 até 1º de julho, a moagem alcançou 214,47 milhões de toneladas.
Mesmo com a redução da moagem, a produção de etanol avançou. O volume fabricado em junho chegou a 3,80 bilhões de litros, alta de 2,47% na comparação anual. No acumulado da temporada, a produção do biocombustível soma 11,37 bilhões de litros, crescimento de 20,44%.
O movimento reflete o maior direcionamento da cana para o etanol. Desde o início da safra, a produção de açúcar totaliza 10,75 milhões de toneladas, recuo de 12,38% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.
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