Açúcar amplia recuperação nas bolsas com preocupações sobre oferta global
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Os preços do açúcar operam em alta nas bolsas internacionais nesta terça-feira (8), em um mercado que continua sustentado pelas preocupações com a oferta global da commodity. As incertezas em relação à safra asiática, especialmente na Índia, seguem dando suporte às cotações, enquanto os agentes acompanham os números das exportações brasileiras e o comportamento do mercado físico.
Por volta das 11h40 (horário de Brasília), em Nova Iorque, o contrato outubro era negociado a 15,20 cents por libra-peso, alta de 6 pontos. O contrato março/27 avançava 7 pontos, cotado a 16,13 cents por libra-peso.
Em Londres, as cotações também operavam em alta. O contrato agosto era negociado a US$ 482,50 por tonelada, avanço de 660 pontos. Já o contrato outubro subia 710 pontos, para US$ 474,00 por tonelada.
O cenário de oferta segue sustentando os preços. Nas últimas semanas, os contratos acumularam forte valorização, levando o açúcar em Nova Iorque aos maiores níveis em cerca de oito semanas e o açúcar em Londres às máximas de aproximadamente dez meses.
O principal fator de suporte continua sendo o clima na Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar. As preocupações com o déficit de chuvas durante a temporada de monções aumentam o risco de redução da produção de cana-de-açúcar e, consequentemente, da oferta global da commodity.
Exportações brasileiras seguem no radar
Além das condições climáticas na Ásia, o mercado acompanha o desempenho das exportações brasileiras. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços em junho, volume 7,16% inferior ao embarcado no mesmo mês de 2025.
A receita com os embarques caiu 24,26%, passando de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, enquanto o preço médio recuou 18,42%, para US$ 349,59 por tonelada.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, o país exportou 12,29 milhões de toneladas, queda de 4,39% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita somou US$ 4,43 bilhões, retração de 24,98%, enquanto o preço médio das exportações ficou em US$ 360,01 por tonelada, baixa de 21,53% na comparação anual.
Mercado físico reage, mas cautela permanece
No mercado interno, o açúcar cristal branco apresentou recuperação pontual no mercado à vista paulista. Segundo pesquisadores do Cepea/Esalq-USP, o movimento foi favorecido pelas chuvas, que interromperam parte das atividades de colheita e logística, além da recente valorização das cotações internacionais.
Apesar da reação, o Cepea destaca que o mercado físico ainda opera com cautela. Na média da última semana, os preços permaneceram abaixo dos registrados na semana anterior, indicando que o setor ainda busca uma direção mais consistente.
Na sexta-feira (3), o Indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal (Icumsa 130 a 180) foi cotado a R$ 93,59 por saca de 50 quilos, alta de 1,4% em relação ao fechamento da semana anterior, quando estava em R$ 92,31 por saca.
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