Açúcar amplia ganhos nas bolsas com foco na oferta global e riscos climáticos
Os preços do açúcar seguem em alta nas bolsas internacionais nesta segunda-feira, impulsionados pelas preocupações com a oferta global da commodity. O mercado acompanha os riscos climáticos para importantes regiões produtoras e monitora os efeitos da situação no Estreito de Ormuz sobre o comércio internacional.
Por volta das 11h (horário de Brasília), em Nova Iorque, o contrato julho do açúcar bruto era negociado a 14,25 cents por libra-peso, alta de 27 pontos. O contrato outubro também avançava 27 pontos, cotado a 14,78 cents por libra-peso.
Em Londres, as cotações também operavam em alta. O contrato agosto era negociado a US$ 475,60 por tonelada, avanço de 116 pontos, enquanto o contrato outubro subia 114 pontos, para US$ 467,00 por tonelada.
O mercado continua repercutindo os desdobramentos envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio marítimo mundial. A reabertura da passagem reduziu as preocupações com possíveis interrupções no fluxo global de mercadorias e contribuiu para aliviar os custos de frete, seguros e combustíveis. Ainda assim, os investidores seguem atentos à evolução do cenário geopolítico na região.
No campo dos fundamentos, as preocupações climáticas continuam dando suporte às cotações. O fenômeno El Niño aumenta o risco de redução das chuvas em importantes regiões produtoras de açúcar, como Brasil, Índia e Tailândia, elevando a incerteza sobre a oferta global da commodity.
Na Índia, o serviço meteorológico reduziu recentemente sua estimativa para as chuvas da temporada de monções, projetando precipitações equivalentes a 90% da média histórica, abaixo dos 92% previstos anteriormente. Como o período de monções, entre junho e setembro, é decisivo para o desenvolvimento da cana-de-açúcar, o mercado segue atento aos impactos sobre a safra do segundo maior produtor mundial de açúcar.
Além disso, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estima uma probabilidade de 67% de ocorrência de um "Super El Niño" neste ano, cenário que pode intensificar os efeitos do clima sobre a produção agrícola nos principais países exportadores da commodity.
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