Açúcar avança nas bolsas internacionais com preocupações sobre oferta global

Déficit de chuvas na Índia, menor produção no Centro-Sul brasileiro e perspectiva de déficit global sustentam as cotações nesta quinta-feira (25)
Publicado em 25/06/2026 10:32

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Os preços do açúcar operam em alta nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (25), sustentados pelas preocupações com a oferta global da commodity. O mercado segue monitorando o clima na Índia e os números da safra brasileira, fatores que têm oferecido suporte às cotações nos últimos dias.

Por volta das 10h30 (horário de Brasília), em Nova York, o contrato julho avançava 2 pontos, negociado a 13,44 cents por libra-peso. O vencimento outubro subia 7 pontos, cotado a 14,09 cents por libra-peso.

Em Londres, o açúcar branco também operava em terreno positivo. O contrato agosto registrava alta de 200 pontos, sendo negociado a US$ 446,80 por tonelada. O vencimento outubro avançava 500 pontos, para US$ 438,50 por tonelada.

O principal fator de sustentação para o mercado continua sendo o clima na Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar. Dados divulgados pelo Departamento Meteorológico indiano mostram que o acumulado de chuvas da temporada de monções estava 42% abaixo da média histórica até 24 de junho.

O período de monções, que se estende de junho a setembro, é decisivo para o desenvolvimento da cana-de-açúcar no país. Com a persistência do déficit hídrico, aumentam as preocupações sobre possíveis impactos na produção indiana e, consequentemente, na oferta global da commodity.

Por outro lado, os ganhos seguem limitados pela fraqueza do petróleo. O contrato WTI permanece próximo dos menores níveis dos últimos três meses e meio, pressionando o mercado de etanol. Com margens menos atrativas para o biocombustível, cresce a expectativa de que usinas ampliem a produção de açúcar, elevando a oferta global.

Além disso, os investidores continuam acompanhando os efeitos da reabertura do Estreito de Ormuz. A normalização da importante rota marítima reduz os riscos para o comércio global e tende a diminuir custos de frete, seguros e combustíveis, fator considerado baixista para os preços do açúcar.

Do lado dos fundamentos, os dados da safra brasileira seguem oferecendo suporte às cotações. Segundo a Unica, a produção de açúcar do Centro-Sul na safra 2026/27 somou 6,84 milhões de toneladas até o final de maio, volume 2% inferior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

A entidade também destacou uma mudança relevante no mix de produção das usinas. A parcela da cana destinada à fabricação de açúcar caiu para 41,42%, ante 50,09% há um ano. Em contrapartida, a participação do etanol avançou para 58,58%, refletindo a maior competitividade do biocombustível.

Outro fator de sustentação veio da consultoria Czarnikow, que revisou sua projeção para o balanço global de açúcar na safra 2026/27. A estimativa passou de um superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 100 mil toneladas, diante da expectativa de maior produção de etanol pelas usinas brasileiras.

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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