Açúcar recua nas bolsas internacionais com petróleo mais fraco e mercado atento ao clima na Índia
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Os preços do açúcar operam em queda nas principais bolsas internacionais nesta segunda-feira (22), refletindo a pressão vinda do mercado de energia e a expectativa de maior direcionamento da cana para a produção do adoçante. O movimento ocorre em meio à desvalorização do petróleo e ao monitoramento das condições climáticas na Índia, que ainda podem afetar o equilíbrio da oferta global nos próximos meses.
Em Nova Iorque, as cotações seguem em baixa. Por volta das 11h30(horário de Brasília), o contrato julho recuava 20 pontos e era negociado a 13,39 cents por libra-peso. O vencimento outubro caía 23 pontos, cotado a 13,90 cents por libra-peso.
Em Londres, o mercado operava de forma mista. O contrato agosto registrava alta de 30 pontos, a US$ 441,10 por tonelada. Já o outubro seguia na direção oposta, com queda de 30 pontos, cotado a US$ 433,90 por tonelada.
Na sexta-feira (19), os preços já haviam encerrado o pregão em baixa, pressionados pelo recuo do petróleo. O WTI voltou a cair e atingiu o menor nível em três meses e meio. Com combustíveis mais baratos, o etanol perde competitividade, o que pode levar usinas a direcionarem uma fatia maior da cana para a produção de açúcar, ampliando a oferta global da commodity.
Apesar do cenário negativo no curto prazo, o mercado segue atento às condições climáticas na Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar. Dados do Departamento Meteorológico indiano apontam que o acumulado de chuvas da estação monçônica estava 38% abaixo da média histórica até o dia 17 de junho.
O período de chuvas, que vai de junho a setembro, é decisivo para o desenvolvimento da safra de cana-de-açúcar no país, e qualquer irregularidade no regime de precipitação pode impactar diretamente a produção.
As preocupações climáticas ganharam ainda mais relevância após a confirmação do fenômeno El Niño. Na semana passada, a Agência Meteorológica do Japão confirmou oficialmente a formação do evento no Oceano Pacífico Equatorial. Historicamente, o fenômeno tende a reduzir as chuvas em importantes regiões produtoras como Brasil, Índia e Tailândia, elevando os riscos para a oferta global de açúcar nos próximos meses.
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