Açúcar opera em baixa em NY e Londres enquanto mercado monitora safra brasileira e déficit global

Publicado em 18/05/2026 11:59
Investidores seguem atentos às projeções de déficit global e às restrições nas exportações de açúcar da Índia.

As cotações do açúcar operavam em queda nesta segunda-feira (18) nas bolsas internacionais de Nova Iorque e Londres.Mercado continua acompanhando as projeções de déficit global e as restrições nas exportações da Índia.

Em Nova Iorque, por volta das 11h30 (horário de Brasília), o contrato julho era negociado a 14,75 cents por libra-peso, recuo de 5 pontos. O contrato outubro caía 4 pontos, cotado a 15,25 cents por libra-peso.

Na bolsa de Londres, o contrato agosto recuava 270 pontos, negociado a US$ 435,80 por tonelada. Já o contrato outubro era vendido a US$ 436,80 por tonelada, baixa de 220 pontos.

O movimento de baixa acompanha a percepção de maior disponibilidade global da commodity, especialmente com o avanço da moagem da safra 2026/27 no Centro-Sul do Brasil. O mercado também monitora o bom ritmo operacional das usinas e a expectativa de maior oferta de açúcar ao longo do ciclo.

Além disso, o recuo do dólar frente ao real nesta segunda-feira reduz parte da competitividade das exportações brasileiras, em um cenário de ajustes técnicos nas bolsas após os ganhos recentes.

O cenário externo também continua marcado pela volatilidade provocada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, fator que mantém os investidores atentos ao comportamento do petróleo e seus reflexos sobre o mercado de etanol.

Déficit global segue no radar

Apesar da retração nesta segunda-feira, os fundamentos ligados à oferta global continuam dando sustentação ao mercado.
A StoneX estima déficit global de aproximadamente 550 mil toneladas na safra 2026/27, revertendo o superávit de 2,3 milhões de toneladas observado na temporada anterior.

Já a Datagro elevou recentemente sua projeção de déficit global para 3,17 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 2,26 milhões de toneladas.

As preocupações climáticas envolvendo um possível fortalecimento do fenômeno El Niño também seguem no radar dos investidores, especialmente pelos riscos à produção em importantes exportadores asiáticos, como Índia e Tailândia.
Índia mantém restrição às exportações

Outro fator acompanhado pelo mercado é a decisão da Índia de proibir as exportações de açúcar até 30 de setembro de 2026, ou até nova determinação do governo.

A medida vale para açúcar bruto, branco e refinado, com exceção das exportações destinadas à União Europeia e aos Estados Unidos dentro das cotas tarifárias já existentes.
Mesmo com a pressão baixista no curto prazo, a restrição indiana continua sendo vista como um fator de sustentação estrutural para o mercado global, já que aumenta as preocupações com a disponibilidade da commodity ao longo da próxima safra.

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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