Açúcar despenca em NY e Londres e mercado sente peso da safra brasileira
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O mercado do açúcar fechou esta quarta-feira (6), com forte queda nas bolsas internacionais, refletindo o avanço da safra no Brasil e o cenário de maior oferta global no curto prazo.
Além disso, a despencada do petróleo com a possibilidade de um acordo entre Irã e Estados Unidos também esteve forte no radar dos traders e pesou sobre os futuros da commodity, e provocou um movimento generalizado de baixa entre as agrícolas nesta quarta. Brent e WTI perderam mais de 7% no fechamento, tendo testado perdas superiores a 10% ao longo do dia.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o contrato julho/26 encerrou cotado a 14,81 cents por libra-peso, com recuo de 56 pontos. O outubro/26 fechou a 15,30 cents/lb, com baixa de 53 pontos. Já o maio/26, referência mais próxima, também registrou perdas dentro do movimento generalizado de baixa.
Em Londres, o açúcar branco acompanhou o movimento negativo. O contrato agosto/26 fechou a aproximadamente 437,20 dólares por tonelada, com queda de 150 pontos. O outubro/26 recuou 15,40 dólares, enquanto o dezembro/26 caiu 14,70 dólares, encerrando próximo de 441,30 dólares por tonelada.
A pressão sobre os preços está diretamente ligada ao cenário no Brasil. O avanço da moagem no Centro-Sul, favorecido pelo clima mais seco, acelera a entrada da safra 2026/27 e amplia a oferta de açúcar no mercado internacional.
Ao mesmo tempo, o etanol perdeu competitividade nas últimas semanas. Segundo dados do Cepea, o biocombustível registrou em abril o menor patamar em quase dois anos, reflexo do aumento da oferta e de uma demanda mais cautelosa. Esse cenário incentiva as usinas a direcionarem maior volume de cana para a produção de açúcar, reforçando o viés de baixa.
No mercado físico brasileiro, o açúcar cristal ainda encontra sustentação pontual. Apesar da baixa liquidez nas negociações no fim de abril, os preços se mantiveram relativamente firmes, com resistência por parte dos vendedores e oferta ainda limitada de produto de melhor qualidade neste início de safra.
No cenário internacional, o mercado também segue atento à oferta global. A perspectiva de produção elevada no Brasil, principal exportador mundial, mantém pressão sobre as cotações, especialmente em um ambiente de demanda ainda moderada.
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