Açúcar estende alta com força do etanol e reforça sinal de menor oferta global
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As cotações do açúcar seguem em alta nas bolsas de Nova Iorque e Londres, sustentadas pelo avanço dos combustíveis e pela mudança no direcionamento da produção nas usinas.
Com a gasolina cerca de 3% mais cara, o etanol ganha competitividade, incentivando as unidades produtoras a destinarem uma parcela maior da cana ao biocombustível. Esse movimento reduz a oferta global de açúcar e dá suporte às cotações internacionais.
Por volta das 11h30 (horário de Brasília), na bolsa de Nova Iorque, o contrato de julho era negociado a 15,43 cents por libra-peso, com avanço de 14 pontos. Já o contrato de outubro registrava alta mais expressiva, de 150 pontos, sendo cotado a 15,91 cents por libra-peso.
Em Londres, o movimento também era positivo. O contrato de agosto subia 860 pontos, negociado a US$ 455,10 por tonelada. O vencimento de outubro avançava 840 pontos, cotado no mesmo patamar (US$ 455,10) .
Energia segue no centro do mercado
O desempenho do açúcar segue diretamente ligado ao comportamento do setor energético. Em um cenário de combustíveis mais caros, o etanol se torna mais atrativo, o que altera o mix produtivo das usinas.
Esse redirecionamento da matéria-prima tende a restringir a disponibilidade de açúcar no mercado internacional, reforçando o viés de alta no curto prazo.
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