Açúcar fecha em queda nas bolsas com alívio nas exportações da Índia
![]()
Os preços do açúcar fecharam em queda nas bolsas de Nova York e Londres, pressionados pela notícia de que a Índia não pretende restringir suas exportações. A decisão reforça a expectativa de maior oferta global e contribui para o movimento de baixa no mercado.
Na bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em maio recuou 39 pontos, cotado a 14,58 cents por libra-peso. O contrato de julho também caiu 39 pontos, negociado a 17,49 cents por libra-peso.
Índia afasta risco de restrição nas exportações
O secretário de Alimentos da Índia afirmou que o governo não tem planos de proibir as exportações de açúcar neste ano. A sinalização reduz as preocupações do mercado de que o país pudesse direcionar maior volume da produção para o etanol, em meio às incertezas no mercado de energia. A notícia reforça a pressão sobre os preços, que já vinham em queda desde a semana passada. Dados da Federação Nacional de Cooperativas de Fábricas de Açúcar da Índia indicaram que a produção do país cresceu 9% no acumulado entre outubro e março da safra 2025/26, somando 27,12 milhões de toneladas.
Brasil e cenário global ampliam pressão
No Brasil, o avanço da produção também contribui para o cenário de baixa. Segundo a UNICA, a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul na safra 2025/26 cresceu 0,7%, alcançando 40,25 milhões de toneladas. O mix açucareiro também aumentou, passando de 48,08% para 50,61%.
No cenário global, diferentes consultorias e instituições seguem projetando excedente de oferta nas próximas safras. Estimativas de empresas como Czarnikow, Green Pool e StoneX apontam superávits consistentes, enquanto a ISO projeta excedente de 1,22 milhão de toneladas em 2025/26, após déficit no ciclo anterior.
A produção global deve crescer cerca de 3%, atingindo 181,3 milhões de toneladas, com destaque para o aumento da oferta em países como Índia, Tailândia e Paquistão.
Petróleo e logística ainda dão suporte pontual
Apesar da pressão baixista, fatores externos ainda oferecem sustentação parcial às cotações. A recente alta do petróleo chegou a impulsionar os preços nas últimas semanas, ao aumentar a competitividade do etanol.
Além disso, interrupções logísticas, como as registradas no Estreito de Ormuz, também impactam o fluxo global de commodities. Segundo a Covrig Analytics, o fechamento da rota reduziu em cerca de 6% o comércio mundial de açúcar, limitando a produção de açúcar refinado.
0 comentário
Açúcar sobe nas bolsas internacionais com risco climático na Índia e suporte da safra brasileira
Açúcar opera sem direção única com mercado atento ao clima na Índia e à oferta global
Açúcar fecha misto entre pressão logística e preocupações com a safra da Índia
Açúcar avança nas bolsas internacionais com preocupações sobre oferta global
Açúcar encerra sessão sem direção única com clima e petróleo no radar
Aumento da mistura de etanol na gasolina fortalece produção nacional, reduz emissões e impulsiona economia, avalia Sifaeg