Com setor em crise, fornecedores de cana de PE organizam protesto
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A cadeia produtiva da cana-de-açúcar em Pernambuco vive um momento de tensão e incerteza. Após uma safra marcada por queda nos preços e diante da falta de fertilizantes para o novo ciclo, produtores decidiram reagir e convocaram um protesto para pressionar o poder público.
A mobilização está prevista para a próxima terça-feira (7), às 9h, em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Recife.
Organizado pela Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) e pelo Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado de Pernambuco (Sindicape), o ato reflete um cenário considerado crítico pelos produtores. Além das dificuldades de mercado, o setor enfrenta entraves políticos que têm dificultado o acesso a insumos essenciais para a próxima safra.
Segundo as lideranças do setor, o principal problema é a não aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), o que impede o governo estadual de executar recursos e viabilizar programas de apoio aos produtores.
“Sem a LOA aprovada, o governo fica impedido de agir e não há distribuição de fertilizantes em pleno período agrícola, o que ameaça a próxima safra e os empregos no campo”, afirmam Alexandre Andrade Lima e Gerson Carneiro Leão, presidentes da AFCP e do Sindicape.
A expectativa é de que caravanas de diversas cidades da tradicional região canavieira da Zona da Mata participem do protesto, levando produtores até a Alepe para pressionar os parlamentares. Juntas, a AFCP e o Sindicape representam cerca de 10 mil produtores no estado.
Setor já vinha pressionado
O setor sucroenergético pernambucano já enfrentava dificuldades após a safra recém-encerrada, que registrou queda nos preços da cana-de-açúcar e impacto direto na renda dos produtores.
Entre os fatores apontados está o “tarifaço” dos Estados Unidos, que reduziu a competitividade do açúcar e do etanol brasileiros no mercado internacional.
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