Açúcar volta a subir com altas expressivas do petróleo em meio à tensão no Oriente Médio
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Os preços do açúcar fecharam em alta nesta quinta-feira (12) nas bolsas de Nova Iorque e Londres, novamente impulsionados pela forte valorização do petróleo diante da escalada das tensões no Oriente Médio. O avanço da commodity energética tende a elevar os preços do etanol, incentivando as usinas a destinarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção do biocombustível, em detrimento do açúcar.
Os preços da energia avançaram de forma expressiva após declarações do líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, que afirmou que a influência do país sobre o fechamento do Estreito de Ormuz deve ser utilizada e que ataques contra países árabes vizinhos do Golfo devem continuar. Ele também disse que o Irã poderá abrir “outras frentes” na guerra caso Estados Unidos e Israel persistam nos ataques.
Os ganhos do petróleo se intensificaram ao longo do dia depois que o secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou que há indícios crescentes de que o Irã estaria instalando minas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
Além disso, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também sustentaram o movimento de alta. Segundo ele, impedir que o Irã obtenha armas nucleares é “de interesse e importância muito maiores” do que o custo do petróleo, sinalizando que o conflito no Oriente Médio ainda pode se prolongar.
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos do açúcar registraram ganhos moderados. O maio/26 avançou 0,13 cent (+0,91%), encerrando a 14,38 cents/lbp. O julho/26 ganhou 0,14 cent (+0,97%), fechando a 14,55 cents/lbp. O outubro/26 subiu 0,11 cent (+0,74%), para 14,92 cents/lbp, enquanto o março/27 registrou alta de 0,10 cent (+0,64%), terminando cotado a 15,61 cents/lbp.
Em Londres, o movimento também foi positivo. O maio/26 teve alta de US$ 0,70 (+0,17%), fechando a US$ 414,30 por tonelada. O agosto/26 avançou US$ 1,10 (+0,26%), para US$ 419,80 por tonelada. O outubro/26 subiu US$ 2,10 (+0,50%), encerrando a US$ 423,50 por tonelada, enquanto o dezembro/26 também ganhou US$ 2,10 (+0,50%), fechando a sessão a US$ 425,40 por tonelada.
Apesar da valorização do petróleo, as cotações do açúcar ainda não conseguiram recuperar as máximas registradas na última segunda-feira. Segundo análise do Barchart, os ganhos do adoçante continuam limitados pela perspectiva de superávit global de oferta, que segue atuando como fator de pressão sobre o mercado.
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