Açúcar sobe em NY e mercado tenta entender impactos da redução prevista para 26/27
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Nesta segunda-feira, o mercado do açúcar opera em alta em Nova Iorque. Neste momento, além dos ajustes técnicos, os agentes tentam entender e precificar os reais impactos da previsão de redução de oferta para a próxima safra brasileira. Diante desse cenário de análise, o contrato março/26 é negociado a 15,21 cents de dólar por libra-peso, um avanço de 0,26%. O vencimento maio é cotado a 14,85 cents (+0,27%) e o julho a 14,87 cents (+0,27%). Na contramão, em Londres, a commodity trabalha em campo negativo, com o março/26 negociado a US$ 432,80 por tonelada (-0,55%).
O mercado busca digerir os dados divulgados na semana passada pela consultoria Safras & Mercado, que trouxeram um viés de baixa para a oferta futura. Para o ciclo 2026/27, a consultoria projeta que a produção brasileira de açúcar cairá 3,91%, totalizando 41,8 milhões de toneladas, abaixo das 43,5 milhões esperadas para o fechamento de 2025/26. O relatório prevê ainda que as exportações brasileiras recuem 11% na comparação anual, limitando-se a 30 milhões de toneladas. Os operadores agora avaliam se essa quebra será suficiente para reverter a tendência de preços médios mais baixos no longo prazo.
Enquanto avalia o futuro, o mercado também consolida os números do presente. A safra 2025/26 surpreendeu positivamente, superando os contratempos de um ano marcado por incêndios e estiagem. As principais regiões produtoras apresentaram uma recuperação consistente na reta final, resultando em um saldo mais positivo do que o temido inicialmente.
Conforme o último relatório da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o volume de cana moída recuou 1,92% no Centro-Sul (592,266 milhões de toneladas acumuladas até 1º de dezembro). Contudo, apesar da menor moagem, a produção de açúcar aumentou 1,13%, atingindo 39,904 milhões de toneladas.
O avanço foi garantido pela estratégia das usinas: 51,12% da cana foi destinada ao adoçante, frente a 48,34% na temporada anterior. Em contrapartida, a produção total de etanol recuou 5,43% (29,543 bilhões de litros), com quedas tanto no anidro (-1,15%) quanto no hidratado (-7,86%).
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