Açúcar sobe mais de 1% em NY e Londres com apoio técnico e cenário internacional
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Os preços do açúcar registraram recuperação consistente nesta quarta-feira (10), avançando mais de 1% nas bolsas de Nova Iorque e Londres. Após alguns dias de realização de lucros e movimentação lateral, o mercado voltou a reagir, sustentado por fatores técnicos e pelo quadro internacional de oferta.
Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato março/26 subiu 0,24 cent (+1,63%) e encerrou o pregão a 14,91 cents/lbp. O maio/26 avançou 0,19 cent (+1,33%), cotado a 14,49 cents/lbp. O julho/26 ganhou 0,17 cent (+1,19%) e fechou a 14,46 cents/lbp, enquanto o outubro/26 registrou alta de 0,15 cent (+1,03%), terminando a 14,76 cents/lbp.
Em Londres, o movimento também foi positivo. O março/26 avançou 7,30 pontos (+1,74%) e encerrou a US$ 426,10 por tonelada. O maio/26 aumentou 7,00 pontos (+1,69%), negociado a US$ 422,70 por tonelada. O agosto/26 subiu 6,60 pontos (+1,60%), fechando a US$ 418,20 por tonelada, enquanto o outubro/26 progrediu 5,90 pontos (+1,43%) e terminou a US$ 417,20 por tonelada.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas, Maurício Murici, analista da Safras & Mercado, avaliou que o comportamento recente dos preços em Nova Iorque mostra um mercado ainda sustentado. Ele lembrou que o março/26 chegou a superar 15,20 cents/lbp no fim de novembro, mas passou por uma realização de lucros sem perder força, já que as quedas ficaram contidas na faixa de 14,80–14,90 cents/lbp.
Segundo Murici, a manutenção do mercado nessa faixa indica uma “zona de conjunção”, fator que, historicamente, costuma anteceder retomadas de alta. Por isso, na visão do analista, há espaço para que as cotações voltem a avançar e busquem a região de 16 cents/lbp mais à frente.
Mais um fator de suporte vem da Tailândia. De acordo com a Reuters, produtores do país — o segundo maior exportador mundial — estão migrando parte da área de cana para a mandioca, diante dos preços mais baixos e de problemas sanitários em algumas regiões. Essa substituição tende a reduzir a oferta global no médio prazo.
Por outro lado, Murici destacou que a desvalorização do real frente ao dólar, que passou de R$ 5,31 no mês passado valores acima de R$ 5,40 agora , aumenta a remuneração das usinas brasileiras exportadoras. Como as receitas são em dólar, um câmbio mais alto melhora o retorno em reais, estimulando maior oferta do produto no mercado externo. Essa expansão da disponibilidade global, por sua vez, limita altas mais agressivas das cotações em NY.
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