Açúcar com leve recuperação após pressão de oferta da Índia e perspectiva de safra robusta no Brasil
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Nesta sexta-feira (05), o mercado do açúcar mantém o equilíbrio nos preços e volta a operar em campo positivo. Em Nova Iorque, o contrato março/26 é negociado a 14,98 cents de dólar por libra-peso (+0,67%), enquanto o maio/26 registra 14,53 cents (+0,76%) e o julho/26 também sobe para 14,51 cents (+0,76%). Na Bolsa de Londres, o açúcar branco acompanha o movimento de valorização, com o março/26 cotado a US$ 429,40 por tonelada (+0,99%).
Os preços haviam encerrado a quinta-feira em baixa, consolidando as perdas da semana, pressionados pela maior oferta global, sobretudo vinda da Índia. Na segunda-feira, as cotações chegaram às mínimas em uma semana e meia, após a Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA) informar que a produção de açúcar entre outubro e novembro aumentou 43% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 4,11 milhões de toneladas. O número de usinas em operação também cresceu: 428 unidades estavam moendo cana em 30 de novembro, contra 376 no mesmo período do ano passado, o que reforça o ritmo acelerado da safra indiana.
A alta do petróleo bruto na quinta-feira ajudou a limitar as perdas no mercado do açúcar. O petróleo WTI atingiu o maior valor em duas semanas, sustentando os preços do etanol e incentivando as usinas globais a destinarem mais cana à produção do biocombustível, reduzindo assim a oferta de açúcar no mercado mundial.
No entanto, o cenário de produção recorde no Brasil segue como fator de pressão. A Conab elevou, no início de novembro, sua estimativa para a safra 2025/26, que deve alcançar 45 milhões de toneladas, ante previsão anterior de 44,5 milhões. Já segundo a Unica, a produção de açúcar no Centro-Sul na primeira quinzena de novembro aumentou 8,7% em relação ao ano passado, totalizando 983 mil toneladas. No acumulado da safra, o volume produzido chega a 39,18 milhões de toneladas, um avanço de 2,1% sobre o mesmo período da temporada anterior.
Apesar disso, o mercado encontrou algum suporte nas projeções de consultorias internacionais. A StoneX, por exemplo, revisou para baixo sua estimativa de produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil para 2026/27, reduzindo de 42,1 milhões para 41,5 milhões de toneladas. A revisão indica possível ajuste de oferta no médio prazo, o que pode equilibrar o mercado e amenizar a pressão sobre os preços.
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