StoneX corta previsão de produção de açúcar do centro-sul, mas vê recorde para etanol
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SÃO PAULO (Reuters) -Em meio a preços mais baixos do açúcar, a consultoria e corretora StoneX reduziu a projeção de produção do adoçante no centro-sul do Brasil para 41,5 milhões de toneladas na temporada 2026/27, ante 42,1 milhões na previsão anterior, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira.
Por outro lado, elevou em 100 milhões de litros a estimativa para a fabricação de etanol -- para o que pode ser um recorde de 36,1 bilhões de litros -- em relação à primeira previsão da safra do ano que vem, divulgada em setembro.
No mesmo relatório, a StoneX manteve a previsão de moagem de cana-de-açúcar do centro-sul em 620,5 milhões de toneladas, na comparação com o número de setembro. Se confirmada, essa projeção representaria um aumento de 3,6% ante o ciclo anterior.
A StoneX destacou que a produção de etanol pode somar um recorde com impulso da fabricação de etanol de milho, além da maior disponibilidade de cana. O volume total do biocombustível produzido no centro-sul cresceria 9,3% ante 2025/26.
"São quatro novas usinas de etanol de milho que devem iniciar as operações no ciclo, incrementando uma capacidade instalada de pouco mais de 2,8 bilhões de litros até março/27", afirmou o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Rafael Borges, em nota.
A consultoria também apontou que o cenário internacional de açúcar está pressionado por um mercado global superavitário, o que deve favorecer a priorização de etanol no início da nova safra pelas usinas de cana.
Assim, o etanol ganha competitividade em relação ao açúcar e tende a atrair uma fatia maior do "mix", estimado em 49,4% em 2026/27, versus 48,7% no ciclo anterior, disse a StoneX.
As usinas destinarão 50,6% da cana para a produção de açúcar em 2026/27, segundo a StoneX, permitindo um crescimento anual da fabricação do adoçante de 3,3% ante 2025/26.
Já a produção de etanol de milho do centro-sul deverá aumentar 16,7%, para 11,2 bilhões de litros, segundo a consultoria, enquanto a de cana deverá avançar 6,3% ante o ciclo anterior para 24,9 bilhões de litros.
(Por Roberto Samora e Gabriel Araujo; edição de Letícia Fucuchima e Marta Nogueira)
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