Usina mineira opera 113 pivôs centrais e aposta em telemetria para enfrentar clima seco
Com temperaturas médias elevadas e apenas 800 milímetros de chuva por ano, produzir em Jaíba, no norte de Minas Gerais, exige mais do que irrigar: é preciso controlar cada gota. Na Usina São Judas Tadeu, da SADA Bioenergia, a resposta foi apostar na digitalização da irrigação. Hoje, 113 pivôs centrais, sendo 95 da marca Valley, garantem a irrigação da cana na usina. Parte deles já opera conectada ao AgSense 365, plataforma de telemetria que permite monitorar e controlar os equipamentos em tempo real a partir da central de operações.
“Antes, muito era feito com base na experiência de campo. Agora, cada decisão é apoiada em dados. Isso reduziu desperdícios de água e energia e aumentou a produtividade da cana”, explica Thiago Alves da Silva Correia, supervisor de Controle Agrícola da SADA. A usina cultiva 9.700 hectares de cana irrigada e é a única do setor sucroalcooleiro no norte mineiro, responsável pela produção de etanol e energia elétrica.
Segundo Renato Resende, gerente técnico regional da Valmont Brasil, a telemetria mudou o desempenho. “Os pivôs conectados são mais produtivos do que os sem monitoramento. A diferença está no acesso aos dados: irrigar na hora certa e com a lâmina correta faz toda a diferença em regiões de clima desafiador”.
O próximo passo da SADA é integrar os dados do AgSense 365 diretamente ao sistema de gestão agrícola por meio de API, eliminando lançamentos manuais e ganhando precisão nos indicadores. Para Correia, trata-se de um movimento irreversível. “Digitalizar não é mais tendência, é necessidade. No semiárido, cada gota precisa ter endereço certo. É assim que conseguimos garantir eficiência, competitividade e sustentabilidade ao mesmo tempo”.
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