Açúcar fecha em alta e oscila dentro do patamar dos 16 cents/lbp em NY
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O mercado do açúcar teve uma terça-feira (15) de recuperação em Nova York, com o contrato outubro/25 fechando a 16,56 cents/lbp. O avanço compensou as perdas da véspera, mas os preços seguem dentro de um patamar dos 16 cents/lbp.
Segundo Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, o mercado continua oscilando dentro de um canal lateral, com máxima em 16,60 cents, mínima em 16,00 e um ponto de equilíbrio em 16,20. Para ele, os preços devem continuar dentro dessa faixa ao longo da segunda metade de julho e também na primeira quinzena de agosto.
Muruci destaca que os agentes internacionais seguem atentos aos dados de produção no Centro-Sul do Brasil, que mostraram aumento no curto prazo, mas queda em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, o mercado reagiu mais ao aumento recente. “Os agentes internacionais precificaram mais a alta na produção de curto prazo do que a queda no médio”, avaliou.
A Safras & Mercado projeta que esse comportamento dos preços deve mudar nas próximas semanas, com a aproximação do pico da safra brasileira. “Quando a safra ultrapassar o seu ápice produtivo, entre o fim de julho e o começo de agosto, os níveis de produção devem começar a recuar, formando um suporte fundamental para uma possível reação limitada dos preços em direção aos 17,00 cents”, conclui Muruci.
Na Bolsa de Nova Iorque, o outubro/25 avançou 0,26 cents (1,59%), cotado a 16,56 cents/lbp. O março/26 subiu 0,22 cents (1,29%), negociado a 17,22 cents/lbp. O maio/26 teve alta de 0,20 cents (1,20%), a 16,91 cents/lbp, enquanto o julho/26 valorizou 0,17 cents (1,02%), fechando a 16,80 cents/lbp.
Em Londres, os contratos do açúcar branco registraram ganhos mais expressivos. O agosto/25 subiu 2.530 pontos (5,40%), cotado a US$ 494,10 por tonelada. O outubro/25 avançou 820 pontos (1,74%), para US$ 478,60. O dezembro/25 teve alta de 620 pontos (1,34%), negociado a US$ 469,00, e o março/26 fechou em US$ 471,00, com valorização de 480 pontos (1,03%).
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