Preços do açúcar sobem até 5,13% em NY por causa de preocupação com lavouras no Brasil
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Os preços do açúcar subiram acentuadamente nesta quinta-feira (03), com o mercado reagindo às informações sobre a ocorrência de geadas no Brasil e os danos que podem ter ocosacionada nas lavouras do país. Nas bolsas de Nova Iorque e Londres, os ganhos contabilizados entre os futuros mais próximos ficaram em torno de 5%,
O Barchart explica que o açúcar em Nova Iorque com vencimento em outubro atingiu na quinta-feira a mínima do contrato estabelecida na quarta-feira, mas depois se recuperou fortemente com a cobertura de posições vendidas, impulsionada pelo susto com as previsões de geadas no Brasil.
Entre os contratos futuros de Londres, o açúcar com vencimento em agosto também apresentou uma forte recuperação em relação à mínima de 3,75 anos registrada no mesmo indicador.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta quinta-feira, Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, destacou a ocorrência de geadas durante a última semana sobre áreas produtoras do Centro-Sul. Entretanto, como ele ressaltou, os danos sobre os canaviais precisam de cerca de oito dias para serem contabilizadas, o que está ocorrendo agora.
Além disso, para explicar a alta acentuada, em torno de 5%, o analista também aponta que nesta semana os preços tiveram uma baixa acumulada em torno de 6%. Por esse movimento, os fortes ganhos da sessão desta quinta-feira representam apenas uma recuperação das quedas registradas nos últimos dias.
Em Nova Iorque, o contrato outubro/25 subiu 0,80 cents (5,13%), cotado a 16,38 cents/lbp. O março/26 avançou 0,73 cents (4,47%), encerrando a 17,06 cents/lbp. O maio/26 teve alta de 0,67 cents (4,16%), negociado a 16,76 cents/lbp. O julho/26 ganhou 0,61 cents (3,78%), fechando a 16,74 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, os preços também apresentaram expressivas altas. O agosto/25 subiu 2.270 pontos (4,94%), cotado a US$ 481,50 por tonelada. O outubro/25 ganhou 2.040 pontos (4,53%), a US$ 470,90. O dezembro/25 avançou 1.780 pontos (4,03%), negociado a US$ 459,60, e o março/26 valorizou 1.740 pontos (3,89%), fechando a US$ 464,90 por tonelada.
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