Mercado do açúcar reage levemente, mas ainda sente pressão da oferta global elevada
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Recentemente, o mercado internacional do açúcar tem enfrentado dificuldades para sustentar ganhos expressivos, diante das perspectivas de aumento na oferta global. No Brasil, a produção está projetada em cerca de 45 milhões de toneladas para a safra 2025/26, um volume robusto que, somado às expectativas de boas safras na Índia e na Tailândia, pressiona os preços internacionais. Nem mesmo a recente atualização da Unica, indicando uma safra brasileira menor, foi suficiente para reverter o cenário de pressão baixista, refletindo a complexidade dos fundamentos que influenciam o setor.
Dessa forma, nesta quarta-feira (04), os contratos futuros do açúcar registram leve alta na bolsa de Nova Iorque, com o julho/25 negociado a 16,99 cents de dólar por libra-peso, valorização de 0,53%, enquanto o outubro/25 é cotado a 17,20 cents, alta de 0,29%. Ao longo desta semana, a recuperação dos preços do petróleo também contribuiu para o movimento positivo no mercado do açúcar. O avanço do mercado energético pode levar as usinas canavieiras a priorizarem a produção de etanol, uma vez que a alta do petróleo tende a impulsionar os preços de combustíveis alternativos, tornando o biocombustível mais atrativo economicamente.
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