Açúcar fecha em baixa pela terceira sessão consecutiva com maior produção no Centro-Sul do Brasil
Nesta quarta-feira (30), os preços do açúcar registraram baixas pela terceira sessão consecutiva nas bolsas de Nova Iorque e Londres. As cotações estão pressionadas pela produção no Brasil, após a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prever um recorde para o país, e, nesta quarta, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) informar um aumento no total produzido no Centro-Sul brasileiro.
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Conforme o que aponta o relatório da Unica, a produção de açúcar nos primeiros 15 dias de abril somou 731 mil toneladas, alta de 1,25% na comparação com igual intervalo da safra 2024/25. Segundo a organização, na primeira quinzena deste mês, as unidades produtoras do Centro-Sul registraram uma moagem de 16,59 milhões de toneladas de cana-de-açúcar ante a 16,12 milhões da safra 2024/2025 – o que representa um aumento de 2,99%.
O relatório mostra ainda que nos primeiros 15 dias de abril, 120 unidades deram início a moagem de cana-de-açúcar na safra 2025/2026. Ao final do período, estiveram em operação 178 unidades produtoras na região, sendo 161 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e sete usinas flex. No mesmo período da safra 2024/2025, 175 unidades produtoras estavam em operação
“O ritmo de início das unidades nesse ciclo está alinhado à curva histórica, mas a velocidade de retomada obviamente pode sofrer alterações a depender das condições climáticas de cada região canavieira”, afirmou Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica.
Diante disso, o vencimento maio/25 de Nova Iorque caiu 0.16 cents (0,91%) e fechou cotado em 17.46 cents/lbp. O julho/25 perdeu 0.26 cents (1.65%), negociado em 17.25 cents/lbp. O outubro/25 teve redução de 0.27 cents (1.53%) e passou a valer 17.42 cents/lbp. O março/26 encerrou a sessão com preço de 17.82 cents/lbp, perda de 0.25 cents (1.38%).
Na Bolsa de Londres, o contrato agosto/25 fechou com valor de US$ 492.80/tonelada, queda de 400 pontos (0.81%). O outubro/25 ficou negociado em US$ 483.50/tonelada, diminuição de 430 pontos (0.88%). O dezembro/25 passou a valer 481.60/tonelada, baixa de 400 pontos (0.82%). O março/26 teve redução de 390 pontos (0.80%) e passou a valer US$ 484.40/tonelada.
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