Açúcar volta a subir mais de 1% em NY e mantém patamares de preços próximos aos 19 cents
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O mercado do açúcar iniciou esta quarta-feira (12) em alta na Bolsa de Nova York, mantendo a volatilidade e consolidando os preços próximos a 19 centavos de dólar por libra-peso. O contrato maio/25, que concentra a atenção das usinas brasileiras, é negociado a 18,87 cents, um avanço de 1,07%, enquanto o julho/25 opera a 18,61 cents (+1,09%). Segundo informações da Reuters, a produção de açúcar da Índia, um dos maiores fatores de volatilidade nesse momento, se encerra em setembro e deve ficar abaixo do consumo pela primeira vez em oito anos, conforme dados disponibilizados pela All India Sugar Trade Association. A estimativa é de uma produção de 25,8 milhões de toneladas, uma queda de 19,1% em relação ao ciclo anterior, enquanto o consumo é estimado em 29 milhões de toneladas. Isso reduziria drasticamente os estoques indianos para a temporada 2025/26, passando de 7,98 milhões para 3,78 milhões de toneladas, o menor nível em anos.
Além disso, a produção em Maharashtra, o maior estado produtor do país, deve cair para 8 milhões de toneladas, abaixo das 11 milhões de toneladas registradas no ano passado. Com a redução da oferta, a disponibilidade para exportação deve se limitar a 1 milhão de toneladas, contribuindo para um cenário de suporte aos preços no mercado global. Para João Baggio, Diretor-Presidente da G7 Agro Consultoria, a queda na produção asiática, aliada à entressafra no Brasil, pode manter as cotações do açúcar sustentadas nos próximos meses.
Já para o mercado interno brasileiro, na última sexta-feira (07) o Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal Icumsa de 130 a 180 fechou a R$ 143,09/saca de 50 kg, uma alta de 3,04% em relação ao dia 28 de fevereiro. Na comparação semanal, a média subiu 0,58%, chegando a R$ 141,42/saca entre os dias 5 e 7 de março. Já os preços dos etanóis caíram levemente no mesmo período. O etanol hidratado foi negociado a R$ 2,8406/litro, uma queda de 0,41% frente à semana anterior, enquanto o etanol anidro recuou 0,2%, fechando a R$ 3,2491/litro. Segundo o Cepea, o menor apetite das distribuidoras por grandes volumes foi influenciado pelo retorno pós-Carnaval, pelo início da safra 2025/26 em algumas usinas e pela oferta contínua de etanol de milho.
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