Mercado do açúcar recupera perdas; governo brasileiro planeja reduzir alíquota de importações
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O mercado do açúcar recupera parte das perdas registradas na sessão anterior e retorna ao campo positivo. O contrato maio/25 é negociado a 18,28 cents de dólar por libra-peso, registrando alta de 0,83%. O julho/25 sobe para 17,92 cents (+0,67%), enquanto o outubro/25 avança para 18,01 cents (+0,56%). Os preços seguem variando entre 17 e 18 cents, refletindo a especulação e as vendas antecipadas, impulsionadas pelo acompanhamento das safras indiana e brasileira.
Os preços não devem subir muito, especialmente após a entrega recorde de 1,7 milhão de toneladas de açúcar bruto contra o contrato futuro de março na ICE de Nova York. As entregas foram realizadas pelos traders Wilmar International Ltd e Sucres et Denrees SA, e volumes tão elevados costumam ser interpretados como sinal negativo para os preços, indicando que os vendedores encontram dificuldades para direcionar o produto para outros mercados.
No Brasil, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira que o governo federal zerará a alíquota de importação para o açúcar, hoje em até 14%. A medida faz parte de um conjunto de ações voltadas para a redução dos preços dos alimentos e também zerará as taxas para azeite, milho, óleo de girassol, sardinha, biscoitos, massas, café e carnes.
Além da redução de tarifas, Alckmin também destacou o fortalecimento dos estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), embora não tenha entrado em detalhes sobre a operação. No mês passado, a Conab solicitou R$ 737 milhões para recompor os estoques de alimentos, que foram desmontados nos últimos anos. Outra ação mencionada pelo vice-presidente foi a prioridade para os alimentos da cesta básica no próximo Plano Safra, que deve direcionar mais recursos para a produção e comercialização de itens essenciais no Brasil.
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