Futuros do açúcar têm altas de até 0,6% em NY com valorização do real diante do dólar
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Os preços do açúcar fecharam nesta terça-feira (07) com ganhos de até 0,62% entre os contratos mais negociados de Nova York e até 0,22% entre os de Londres. Segundo o Barchart, os ganhos aconteceram depois que o real brasileiro subiu em relação ao dólar, o que desencadeou uma cobertura de posições vendidas em futuros do adoçante. “O real mais forte desencoraja a venda de exportação dos produtores de açúcar do Brasil”, aponta o portal.
Em Nova York, o contrato março/25 subiu 0,12 centavos, encerrando a 19,45 cents/lbp (+0,62%). O maio/25 avançou 0,11 centavos, cotado a 18,11 cents/lbp (+0,61%), enquanto o julho/25 e o outubro/25 tiveram ganhos de 0,08 centavos e 0,08 centavos, fechando a 17,72 cents/lbp (+0,45%) e 17,74 cents/lbp (+0,45%), respectivamente.
Na Bolsa de Londres, o contrato março/25 encerrou a US$ 507,60, um aumento de US$ 0,50 (+0,10%). O maio/25 subiu US$ 0,80, cotado a US$ 510,40 (+0,16%), enquanto o agosto/25 teve alta de US$ 1,00, finalizando a US$ 501,30 (+0,20%). O outubro/25 avançou US$ 1,10, encerrando a sessão a US$ 495,00 (+0,22%). Esses movimentos refletem ajustes técnicos e a cautela do mercado diante de incertezas sobre a produção global.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta terça-feira, Marcelo Filho, analista em inteligência de mercado da Stonex, explicou que, como o mercado doméstico do açúcar não é tão forte comparado com a produção, o excedente para exportação é muito grande. Por isso, as usinas são dependentes da exportação, e a exportação é atraente ou não de acordo com os preços internacionais e o câmbio. Se o real está desvalorizada em relação ao dólar, os produtos brasileiros tendem a ficar mais baratos. “Se tem um dólar mais caro, a usina vai tender a exportar mais", frisa Filho.
Mercado interno
Ainda de acordo com o que explicou Marcelo Filho, se por um lado a exportação fica mais atrativa com o real desvalorizado, tem o bases, que é diferença do preço doméstico do internacional. No último ano, quando NY caiu, houve um encarecimento dentro do país por conta de um direcionamento para o mercado externo, uma diminuição dos estoques internos e o dólar encarecendo o mercado doméstico.
De acordo com o que mostra o indicador Cepea Esalq, em São Paulo, o açúcar cristal branco vale R$ 160,97/saca, com alta 0,56%. O açúcar cristal em Santos (FOB) tem valor de R$ 151,01/saca, aumento de 0,49%. O cristal empacotado em São Paulo vale R$ 16,9754/5kg. O refinado amorfo está cotado em R$ 3,7967/kg. O VHP tem preço de R$ 112,45/saca.
Em Alagoas, também com base no que mostra o indicador Cepea Esalq, o preço do açúcar está em R$ 151,59/saca. Na Paraíba, a cotação é de R$ 147,09/saca. Em Pernambuco, o adoçante vale R$ 148,12/saca.
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