Mercado do açúcar considera números do setor brasileiro e finaliza o dia em campo positivo
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Nesta tarde de sexta-feira (27), os contratos internacionais de açúcar encerraram o dia em alta. O contrato para março/25 fechou a 19,41 centavos de dólar por libra-peso, representando um aumento de 0,78%. Este movimento reflete a safra brasileira, que, segundo o último relatório da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), mostrou que até a primeira quinzena de dezembro as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 8,83 milhões de toneladas ante a 19,32 milhões da safra 2023/2024 – o que representa uma queda de 54,30%. No acumulado desde o início da safra 2024/2025 até 16 de dezembro, a moagem atingiu 611,85 milhões de toneladas, ante 639,28 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – queda de 4,29%.
Além disso, dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam que a produtividade também sofreu impacto. Até novembro, a produção média caiu de 88,1 toneladas por hectare na safra anterior para 78,6 toneladas por hectare nesta temporada, uma redução de 10,8%. A qualidade da matéria-prima (ATR) também apresentou queda em novembro, passando de 128,6 kg/tc na safra passada para 123,3 kg/tc, resultado das chuvas recentes. No acumulado da safra, o ATR está em 137,3 kg/tc, levemente acima dos 136,0 kg/tc registrados no mesmo período do ciclo anterior. As chuvas no fim do ano impactaram a colheita, forçando várias usinas a adiar a finalização das operações, que devem ser retomadas em janeiro.
Ainda, o açúcar na Bolsa de Nova York atingiu uma mínima de 3 meses e está sob pressão desde que o Secretário de Alimentos da Índia, anunciou a possibilidade de exportações de açúcar, caso haja excedente após atender à demanda doméstica de mistura de etanol. A Índia estima atualmente um excedente de cerca de 1 milhão de toneladas nesta temporada. O cenário é agravado pela desvalorização do real brasileiro, que incentiva as exportações de açúcar pelos produtores nacionais. Apesar de estar ligeiramente acima da mínima registrada na última quarta-feira, a fraqueza do real em relação ao dólar continua sendo um fator influente nos preços internacionais.
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