Açúcar perde mais de 2% nas bolsas de NY e Londres nesta 5ª feira com foco no Brasil
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As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta quinta-feira (15) com queda de mais de 2% nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado sente pressão de realização de lucros, além de repercussão dos dados de moagem da safra 2023/24 mesmo em janeiro.
O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York teve desvalorização de 2,20%, cotado a 22,24 cents/lb, com máxima em 22,75 cents/lb e mínima de 22,18 cents/lb. No terminal de Londres, o primeiro contrato caiu 2,17%, a US$ 630,60 a tonelada.
Após alta na véspera, o mercado do açúcar encerrou o dia com quedas expressivas nas bolsas externas, inclusive retomando níveis de janeiro. Além de realização de lucros, os preços tiveram pressão da moagem da safra atual do Centro-Sul do Brasil.
Mesmo em período que seria considerado de entressafra, os dados apontam que os trabalhos permanecem ativos. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) trouxe hoje que a moagem de cana na segunda quinzena de janeiro totalizou 714,01 mil toneladas.
"Operaram na segunda quinzena de janeiro 21 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo seis unidades com processamento de cana, sete empresas que fabricam etanol a partir do milho e oito usinas flex", disse a Unica em divulgação nesta quinta-feira.
Por outro lado, a safra 2024/25 brasileira de cana-de-açúcar tende a ser menor do que a atual, o que tem sido um motivo de alta nas últimas semanas aos preços do adoçante. Além disso, permanecem os temores com as safras asiáticas, como Índia e Tailândia.
No financeiro, por outro lado, o dia foi de alta forte do petróleo no cenário internacional. As oscilações do óleo bruto impactam diretamente na decisão sobre o mix das usinas. Já o dólar trabalhava próximo da estabilidade.
MERCADO INTERNO
Os preços do açúcar voltaram a cair no spot paulista na véspera. Antes do carnaval, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea, da Esalq/USP), a demanda, apesar de não se mostrar muito aquecida, deu sustentação às cotações, contexto que manteve estável a liquidez.
"A oferta por parte das usinas, em especial para o açúcar de melhor qualidade (o Icumsa até 180), tem sido restrita neste período de entressafra da safra 2023/24. Boa parte dos estoques segue comprometida com as exportações", completou o centro.
No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, ficou a R$ 145,61 a saca de 50 kg com desvalorização de 0,49%.
Nas regiões Norte e Nordeste, o açúcar ficou cotado a R$ 152,60 – estável, segundo dados coletados pela consultoria Datagro. Já o açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 24,51 c/lb e desvalorização de 1,09%.
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