Açúcar testa recuperação, mas fecha 6ª com queda nas bolsas de NY e Londres
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Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta sexta-feira (15) com queda moderada nas bolsas de Nova York e Londres, apesar de testarem recuperação mais cedo. O mercado ainda permanece baixista com foco no otimismo com a oferta do adoçante.
O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York teve desvalorização de 0,86%, a 21,99 cents/lb, com máxima em 22,59 cents/lb e mínima de 21,75 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato teve baixa de 0,60%, a US$ 626,80 a tonelada.
No acumulado da semana, o principal vencimento do adoçante no terminal norte-americano registrou baixas de mais de 2%.
Apesar de oscilar dos dois lados da tabela nesta sexta, o mercado do açúcar fechou em baixa moderada enquanto o otimismo com a oferta permanece no radar dos operadores de mercado, principalmente diante de dados que vêm da Índia e do Centro-Sul do Brasil.
"O açúcar continua sob pressão devido à produção mais forte do que o esperado no Brasil, juntamente com uma mudança na política de etanol da Índia na última semana, que deverá aumentar a oferta doméstica de açúcar", reportou a Reuters.
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) trouxe nesta semana que a produção de açúcar na segunda metade de novembro totalizou 1,40 milhão de toneladas no Centro-Sul. Mais de 35% acima do volume registrado no mesmo período de 2022/23.
Com isso, as exportações do Brasil estão aquecidas. Foram 3,7 milhões de t em novembro, um novo recorde para o mês.
Além disso, a Índia anunciou nos últimos dias, que pediu para as usinas do país não usarem caldo de cana-de-açúcar e melaço para a produção de etanol, o que teoricamente deve voltar a favorecer a produção do açúcar em meio clima complicado para a safra.
A Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA) anunciou nesta sexta-feira que as usinas do país asiático devem produzir 32,5 milhões de t de açúcar no ciclo 2023/24, que começou em outubro. O país enfrenta cenário climático complicado neste ciclo.
Limitando as perdas, o El Niño, um padrão climático responsável pelas perdas de produção de cacau e açúcar, deverá durar até por volta de abril, disse um meteorologista dos Estados Unidos para a agência de notícias Reuters.
No financeiro, o açúcar sentiu limitação no dia da baixa do petróleo em alguns momentos do dia. As oscilações do óleo tendem a impactar diretamente na decisão sobre o mix das usinas. Além disso, o dólar subia sobre o real, o que impacta nas exportações.
MERCADO INTERNO
Os preços do açúcar têm tido curtas oscilações em São Paulo. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, ficou a R$ 154,22 a saca de 50 kg com valorização de 0,07%.
Nas regiões Norte e Nordeste, o açúcar ficou cotado a R$ 155,48 - estável, segundo dados coletados pela consultoria Datagro. Já o açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 23,11 c/lb com valorização de 0,96%.
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