Açúcar opera em baixa em NY e Londres com foco na oferta e petróleo
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Os contratos futuros do açúcar operavam com queda leve neste início de tarde de terça-feira (12) nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado ainda sente pressão dos menores temores com a oferta, com novos dados do Brasil e Índia, além do petróleo.
Por volta das 12h (horário de Brasília), o vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York tinha desvalorização de 0,36%, cotado a 22,39 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato registrava baixa de 0,11%, negociado a US$ 637,00 a tonelada.
Mais cedo, o terminal norte-americano chegou a registrar mínimas de mais de oito meses, a 21,48 cents/lb.
"Os negociantes disseram que uma mudança na política de etanol da Índia na semana passada, que deverá impulsionar a oferta doméstica de açúcar, contribuiu para a recente queda nos preços, juntamente com uma produção mais forte do que o esperado no Centro-Sul do Brasil", reportou a Reuters.
O mercado do açúcar dá continuidade às baixas da véspera nesta tarde ainda com foco nos dados sobre a oferta do adoçante. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) trouxe nesta manhã que a produção do adoçante segue forte no Centro-Sul.
Na segunda metade do mês de novembro, a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil totalizou 1,40 milhão de toneladas. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 22/23 de 1,04 milhão de toneladas, representa aumento de 35,03%.
Ainda nos fundamentos relacionados à oferta, segue atenção dos operadores para a nova política relacionada ao etanol na Índia, que deve voltar a incentivar a produção do adoçante no país. A safra 2023/24 de cana do país asiático tem sido fortemente afetada pelo fenômeno climático El Niño.
No financeiro, também há alguma pressão da desvalorização de quase 3% do petróleo no cenário internacional. As oscilações do óleo tendem a impactar diretamente na decisão sobre o mix das usinas. O dólar subia sobre o real e contribui para a queda.
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