Açúcar avança em NY e Londres nesta 2ª com atenção para logística no Brasil
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As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta segunda-feira (27) com alta moderada a expressiva nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado chegou a recuar em parte do dia, mas se consolidou no positivo com foco na atenção para a logística do Brasil.
Além disso, há preocupações com a safra europeia e asiática do adoçante, além de ajustes ante baixas recentes.
O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York teve valorização de 0,82%, a 27,20 cents/lb, com máxima em 27,30 cents/lb e mínima de 26,98 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato teve alta de 1,03%, negociado a US$ 745,60 a tonelada.
O mercado do açúcar voltou a subir nas bolsas externas nesta segunda, após queda acumulada na semana passada, acompanhando as preocupações com a logística de escoamento da safra do Brasil, além de seguirem as preocupações com a safra europeia e asiática.
"Os revendedores disseram que a produção recorde esperada do maior produtor, o Brasil, continua a pressionar o açúcar, embora as restrições logísticas estejam colocando um piso nos preços, já que esse açúcar não consegue sair do país nos volumes necessários", reportou a Reuters.
Apesar de safra positiva do Brasil neste ciclo 2023/24, as preocupações com a safra asiática seguem dando suporte aos preços externos do adoçante. Mais recentemente, também surgiram temores no mercado com a safra de beterraba sacarina da Europa por conta de inundações no continente.
Como limitador dos ganhos no dia, houve o reporte da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) sobre os dados do Centro-Sul do Brasil para a primeira quinzena do mês de novembro. Os dados até vieram acima das expectativas do mercado.
A produção de açúcar na primeira metade de novembro totalizou 2,19 milhões de toneladas, segundo a entidade da indústria. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 22/23 de 1,67 milhão de t, representa aumento de 32,09%.
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Uma pesquisa de analistas realizada pela S&P Global Commodity Insights apontava moagem de 2,15 milhões de t para o período.
No financeiro, a tarde desta segunda-feira era marcada por desvalorização do dólar sobre o real, o que tende a pesar sobre os preços, já que impacta no mix. Além disso, o dólar tinha leve alta sobre o real, o que também tende a dar suporte aos preços.
MERCADO INTERNO
O mercado interno do açúcar cristal oscilava pouco, mas passou a cair forte na reta final da semana passada. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, ficou a R$ 154,18 a saca de 50 kg com desvalorização de 1,15%.
Nas regiões Norte e Nordeste, o açúcar ficou cotado a R$ 154,04 a saca com queda de 1,01%, segundo dados coletados pela consultoria Datagro. Já o açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 28,11 c/lb com desvalorização de 0,88%.
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