Açúcar volta a subir nas bolsas de NY e Londres com foco na oferta global nesta 6ª
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Os contratos futuros do açúcar chegaram a trabalhar em baixa nesta tarde de sexta-feira (03), mas voltaram para o positivo. O suporte veio das preocupações com as origens asiáticas, mas também há temores com as chuvas na colheita do Brasil e escoamento.
Por volta das 12h18 (horário de Brasília), o vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York tinha valorização de 0,98%, cotado a 27,74 cents/lb. Em Londres, o principal vencimento tinha alta de 1,04%, negociado a US$ 764,70 a tonelada.
As atenções do mercado para a oferta seguem nesta sexta-feira, apesar de quedas técnicas mais cedo. O principal pilar de suporte para as cotações continua sendo a oferta global enxuta do adoçante, já que a safra tem sido impactada pelo clima na Ásia.
A Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA) anunciou nesta semana que a safra da Índia, segunda maior exportadora global do adoçante, deve cair 8%, para um total de 33,7 milhões de toneladas neste ciclo 2023/24, que começou no mês de outubro.
Além disso, há a possibilidade de que a Tailândia possa restringir suas exportações.
Os operadores também se preocupam com a finalização da safra 2023/24 do Centro-Sul do Brasil, já que chuvas podem impactar a colheita nos próximos dias, embora as perspectivas para a produção de açúcar na região permanecessem favoráveis.
Também há um monitoramento do mercado para o fluxo de exportações do adoçante nas próximas semanas em meio às instabilidades climáticas que são previstas.
No financeiro, há ainda atenção para a queda expressiva do dólar sobre o real. Uma moeda estrangeira mais baixa tende a desencorajar as exportações, mas dá suporte aos preços do adoçante. Por outro lado, o petróleo tinha queda moderada nesta tarde.
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