Açúcar avança quase 3% nesta 6ª em NY e quase fecha acima de 26 cents/lb com foco na Índia
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As cotações futuras do açúcar encerraram esta sexta-feira (1º) com alta expressiva nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado do adoçante avançou nos últimos dias com foco nos temores com a oferta por conta de origens asiáticas, principalmente Índia, além do financeiro.
O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York registrou valorização de 2,99% no dia, cotado a 25,81 cents/lb, com máxima em 25,87 cents/lb e mínima de 25,05 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato saltou 1,74% no dia, a US$ 715,30 a tonelada, mas durante a semana testou máximas de 12 anos no terminal londrino.
O tempo seco nas origens asiáticas, associado ao fenômeno climático El Niño, segue sendo monitorado pelos operadores e pode impactar a oferta do adoçante. Justamente por conta disso, a Índia, segunda maior exportadora global, pode proibir exportações na nova safra.
"O mercado continua sustentado pela preocupação com as colheitas na Índia e na Tailândia, uma vez que o tempo seco ameaça reduzir a produção", destacou a agência Reuters. Com isso, fica cada vez maior a dependência do mercado para a safra do Brasil.
De acordo com o Barchart, as chuvas de monções, de junho a agosto, na Índia ficaram cerca de 10% abaixo do normal. "Em agosto, a Índia recebeu apenas 162,7 mm de chuva, o mínimo desde pelo menos 1901, levantando preocupações sobre a produção agrícola mais fraca e o potencial para restrições à exportação de açúcar", reportou o site.
No financeiro, o adoçante também encontrou suporte nesta sexta-feira. O petróleo saltava mais de 2%, o que impacta nos preços dos combustíveis. Além disso, o dólar tinha leve queda sobre o real, o que tende a desencorajar as exportações das commodities.
MERCADO INTERNO
A posição firme de usinas tem mantido os preços em reação no spot paulista. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, ficou a R$ 141,94 a saca de 50 kg com registro de valorização de 1,54%.
"O movimento de reação nos valores se deve à postura firme das usinas com relação aos preços ofertados na pronta-entrega, em meio à boa evolução da safra 2023/24. Ressalta-se que, mesmo com a elevação nas cotações, cálculos do Cepea mostram que os valores domésticos do cristal continuam remunerando menos que as exportações", destacou em nota o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea, da Esalq/USP).
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 144,59 a saca - estável, segundo dados da consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 25,80 c/lb com desvalorização de 1,12%.
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