Petróleo despenca com temor sobre inflação e pesa sobre açúcar em NY e Londres nesta 4ª
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As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta quarta-feira (22) com queda leve registrada nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado sente pressão do petróleo no financeiro, mas também continua atento para as origens produtoras.
As expectativas positivas com a safra 2023/24 do Centro-Sul do Brasil também impactaram.
O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York caiu 0,15%, a 19,90 cents/lb, com máxima em 20,13 cents/lb e mínima de 19,87 cents/lb. Na Bolsa de Londres, o primeiro contrato teve queda de 0,33% no dia, a US$ 567,00 a tonelada.
O mercado do petróleo passou a cair forte nesta tarde de quarta-feira em meio aos riscos de alta inflação nos Estados Unidos alimentando as preocupações com a demanda. As oscilações do óleo impactam diretamente no adoçante.
As usinas do Centro-Sul do Brasil têm a opção de produção do açúcar ou etanol com base no mais rentável.
Além disso, há pressão nas cotações do adoçante associada com a safra 2023/24 do Centro-Sul do Brasil, que começará a ser colhida apenas em abril deste ano, mas que tem boas perspectivas. Chuvas têm sido registradas no cinturão produtivo.
Como suporte, o mercado monitora preocupações relacionadas com a oferta global, principalmente por conta da Índia. O país asiático tem sentido impacto do clima nas lavouras da safra 2022/23, que teve início em outubro do ano passado.
O país também confirmou que não elevará as cotas de exportação do adoçante para o decorrer da temporada.
MERCADO INTERNO
Depois de dias de alta, o mercado do açúcar voltou a cair no spot. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi negociado a R$ 131,95 a saca de 50 kg e queda de 0,74%.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 143,75 a saca - estável, segundo dados da consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 22,33 c/lb e baixa de 0,37%.
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