Posição indiana de exportações faz açúcar subir quase 3% em NY nesta 5ª feira
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As cotações futuras do açúcar encerraram esta quinta-feira (26) com alta de quase 3% na Bolsa de Nova York, além de avanço próximo de 1% em Londres. O suporte acompanhou a valorização do petróleo, além das exportações da Índia e dados do Centro-Sul do Brasil.
O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York subiu 2,83%, a 20,68 cents/lb, com máxima em 20,85 cents/lb e mínima de 20,07 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato teve alta de 1,46%, a US$ 555,00 a tonelada.
O mercado do açúcar dispara nas bolsas externas nesta quinta-feira acompanhando informações das origens produtoras, além do petróleo. As oscilações do óleo tendem a influenciar nos preços dos combustíveis e o Brasil produz açúcar ou etanol.
Além disso, a Petrobras anunciou nesta semana uma alta na gasolina, o que tende a fazer com que o etanol fique mais competitivo no país.
Também houve um suporte técnico. "Operadores notaram pouco apetite de venda e disseram que, com o açúcar fechando acima de 20 centavos na quarta-feira, o impulso técnico deve empurrar os preços para cima no curto prazo", disse a Reuters.
Das origens, na Índia, os indicativos são cada vez maiores de que o governo do país asiático confirmará logo mais a proibição de exportações adicionais do adoçante na temporada que começou em outubro, o que reduzirá a oferta do adoçante a nível global.
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) trouxe os dados de produção de açúcar e etanol na primeira quinzena de janeiro. A produção do adoçante totalizou apenas 19 mil toneladas, mas o que chama a atenção é o avanço no etanol.
Na primeira quinzena de janeiro, 208,25 milhões de litros (+43,31%) de etanol foram fabricados no Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 96,66 milhões de litros (-12,87%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 111,59 milhões de litros (+224,55%).
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A safra 2023/24 do Centro-Sul do Brasil também está no radar, mas atua como fator negativo aos preços. A Reuters informou na semana passada, com base em dados da Refinitiv, que áreas agrícolas de cana-de-açúcar e de café do Brasil registraram a maior umidade do solo em sete anos.
MERCADO INTERNO
Os preços do açúcar no mercado brasileiro têm recuado nos últimos dias, após ficar próximo de R$ 140 a saca. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, negociado a R$ 132,26 a saca de 50 kg e baixa de 0,38%.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 139,25 a saca - estável, segundo dados da consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 21,29 c/lb e alta de 1,14%.
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