Unida se reúne na AFCP e decidem buscar ministro em defesa da cana
Nesta segunda-feira (12), depois de semanas de quedas consecutivas no preço da cana-de-açúcar em função da baixa no valor do etanol após a adoção da política governamental de intervenção sobre a tributação dos combustíveis no Brasil, as entidades canavieiras da região Nordeste, sob a liderança da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), reuniram-se em busca de traçarem reivindicações ao Governo Federal com o objetivo de reduzir prejuízos causados aos 18 mil produtores rurais do setor. O encontro, que foi realizado na sede da Associação dos Fornecedores de Cana do Estado de Pernambuco (AFCP), definiu que o setor buscará dialogar a respeito, inicialmente, com o ministro da Agricultura (Mapa), Marcos Monti.
Depois das medidas governamentais sobre os combustíveis, o etanol caiu tanto de preço nas bombas do país, impactando as destilarias, causando, com isso, a redução significativa do valor pago pela cana do produtor rural. Em Pernambuco, por exemplo, segundo a AFCP, o preço pago pela tonelada de cana caiu para R$ 166, e vai cair mais, sendo que o custo de produção é de R$ 181. O canavieiro, onde mais de 90% é de economia familiar, está pagando para plantar.
"O governo federal precisa nos dar uma saída para tal problema criado. Apresentaremos algumas propostas durante a agenda com o ministro", adianta José Inácio, presidente da Unida, acompanhado de Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP, Hermano Morais, presidente da Asplan/RN, Gerson Carneiro Leão, presidente do Sindicape, e de outras lideranças da Asplan/PB e da AFCP.
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