Açúcar sente pressão da Índia e encerra pregão com baixas em Londres e Nova York
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As cotações futuras do açúcar recuaram forte no pregão desta segunda-feira (25) nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado sentiu o impacto de novas informações da safra na Índia e também no cenário dos combustíveis no Brasil.
O açúcar tipo bruto teve queda de 2,35% em Nova York, negociado por 17,47 cents/lbp. Já no terminal de Londres, o tipo branco encerrou com queda de 2,16%, negociado a US$ 512,10 a tonelada.
O mercado do adoçante voltou a sentir os impactos com os dados da produção na Índia. "Os preços do açúcar estiveram na defensiva na semana passada, com sinais de que a Índia pode permitir que as exportações adicionais de açúcar pesassem sobre os preços do açúcar", destacou a análise internacional do site Barchart.
De acordo com as informações mais recentes, existe no mercado a expectativa de um superávit de quase 8 milhões de toneladas para as exportações na safra 2022/23 (outubro-setembro).
No financeiro, o dólar registrou queda de 2,35% e encerrou o dia valendo R$ 5,37 na venda. " O dólar fechou em firme queda ante o real nesta segunda-feira, a mais forte desde março de 2021, com investidores realizando lucros depois de a moeda renovar máximas em seis meses e à medida que as atenções se afunilam para a decisão de juros nos Estados Unidos nesta semana", destacou a agência de notícias Reuters
No Brasil, o mercado do açúcar teve um dia com leve baixa. No último dia de negociação, o indicador CEPEA/ESALQ do açúcar caiu 0,26%, negociado a R$ 131,11 a saca de 50 quilos.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil o açúcar ficou cotado a R$ 126,28 a saca, com baixa de 1,02%, segundo dados coletados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos/SP, tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 18,98 c/lb e queda de 2,46%.
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