Rabobank: Demanda por açúcar em xeque ainda que temporariamente com aumento no custo de frete marítimo
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A safra 2021/22 de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil, maior produtor do mundo, continua reservando grandes surpresas. Após seca, geada, incêndios, preços nas alturas e inflação relevante dos custos, segundo o Rabobank, outro ponto de atenção passa pela demanda, podendo limitar os preços.
"Além do alto preço internacional de açúcar, um forte aumento no custo de frete marítimo está contribuindo para encarecer o custo de importações de açúcar, até o ponto de frear temporariamente a demanda", segundo relatório do banco divulgado nesta quinta-feira (16).
Acompanhando, principalmente, a safra brasileira, os preços do açúcar bruto na Bolsa de Nova York têm oscilado entre US$ 18 a 19 c/lb, apesar de pico de US$ 20 c/lb nesta semana. "Por ora, há sinais de resistência a avanços muito além deste nível, pelo impacto na demanda", destacou.
Os altos patamares fizeram com que a Índia, inclusive, não ofereça os tradicionais subsídios à exportação na nova safra do país que começa em novembro.
"Essa situação deveria sustentar os preços, dada a percepção de que, faltando açúcar brasileiro no começo de 2022, o mercado precisará de exportações indianas, e terá que pagar o preço que vai viabilizá-las", destacou o Rabobank.
Até o final de agosto, a moagem de cana no Centro-Sul do país estava em 393 milhões de toneladas, ou seja, restam apenas cerca de 130 milhões de t a serem colhidas, tomando como base uma estimativa total de moagem de 520 milhões de t no ciclo 2021/22.
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