Possível redução na mistura de biocombustíveis nos EUA coloca Brasil em foco, mas paridade de importação está fechada

A possibilidade de que o governo do presidente Joe Biden conceda isenção aos refinadores sobre as leis de biocombustíveis, com diminuição nas misturas de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel, movimentou nas últimas semanas os mercados de grãos e de combustíveis.
Apesar de apuração da Reuters, a decisão ainda não foi cravada, mas se aprovada, colocaria o Brasil em foco diante de uma possível importação de etanol. Porém, segundo análises da consultoria Itaú BBA, a paridade de importação do biocombustível pelo Brasil está fechada.
Atualmente, as compras brasileiras do biocombustível norte-americano possuem tarifa de 20%."A paridade de importação dos Estados Unidos para o Brasil encontra-se fechada, em função dos altos preços do etanol americano, da tarifa de importação e do câmbio", disse a consultoria.
"A nossa análise de cenários mostra que preços de etanol abaixo de USD 1,770/galão e taxa de câmbio inferior a R$ 4,55/USD poderia abrir arbitragem de importação para o CS considerando os preços atuais do etanol anidro em SP de R$ 3,25/l", destacou o Itaú BBA.
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Estimativa de paridade de importação do etanol anidro dos EUA no Centro-Sul – PVU* - Fonte: Itaú BBA
O Itaú BBA atualizou sua estimativa para a safra 2021/22 de etanol total para 27,71 milhões de m³, sobre 30,37 milhões de m³ da temporada anterior, sendo 24,48 milhões de m³ de cana e 3,24 milhões de m³ de milho. Nesta temporada, a projeção é de uma importação de 400 mil m³.
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